Arquivado pedido de impeachment de Marconi Perillo
Presidente da Assembleia Legislativa, Helio de Sousa, justificou que a competência de análise é o presidente do Poder Legislativo
Ir direto pra matériaO presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás, Helio de Sousa (PSDB), comunicou hoje (30), em plenário, que decidiu pela rejeição do pedido de impedimento contra o Governador Marconi Perilo. Ele justificou que, conforme Lei Federal e Regimento Interno da Casa, a competência para análise nesses casos é do presidente do Poder Legislativo.
O pedido de impedimento foi feito deputado Major Araújo (PRP) no último dia 18. No processo, o parlamentar acusou Marconi Perillo de ter praticado crime de responsabilidade em três ocasiões. A primeira ao inserir campanhas publicitárias na propaganda oficial do Governo de Goiás para alavancar a candidatura de um determinado candidato ao cargo de prefeito de Goiânia nas eleições de 2004.
O segundo suposto crime de responsabilidade teria sido exposto por interceptação telefônica feita pela Polícia Federal em 2012, durante a Operação Monte Carlo, que explicitaria uma relação de amizade e lealdade entre Marconi Perillo e o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Edson José Ferrari, o que comprometeria o livre exercício do órgão e de sua Procuradoria-Geral.
O terceiro suposto crime de responsabilidade, apontado por Major Araújo, faz referência a uma alavancagem financeira praticada pelo Governador do Estado, no exercício de 2014, na ordem de R$ 1,4 bilhão, que teria deixado a descoberto a conta centralizadora do Estado.
Falta de provas
Helio de Sousa, assessorado pela Procuradoria da Assembleia Legislativa, entendeu que os três supostos crimes de responsabilidade apontados por Major Araújo tratam-se de meras suposições, sem embasamento material. O presidente argumentou ainda que as denúncias versam sobre supostos episódios que ocorreram em outros mandatos, e não no atual, e que por isso não podem ser considerados.
Ao ouvir a decisão de Helio de Sousa, Major Araújo anunciou que vai recorrer, apesar de respeitar o posicionamento do presidente da Casa.”O Governador fraudou as contas públicas e isso continua acontecendo. Temos elementos de sobra para o impeachment. O pedido foi devidamente embasado na Constituição Estadual, e a decisão apresentada não tem fundamentação jurídica alguma. Vamos derrubá-la na Justiça”, garantiu o parlamentar.