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Polícia prende três novos suspeitos por tragédia que matou jovem em salto de rope jumping

Suspeitos do estado do Rio se juntam aos três instrutores que permanecem presos

Polícia prende três novos suspeitos por tragédia que matou jovem em salto de rope jumping Suspeitos do estado do Rio
Imagem: Reprodução

Via O Globo – Três novas pessoas foram presas pela morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, lançada sem corda durante um salto de rope jumping na Ponte do Esqueleto, entre Limeira e Cordeirópolis, no interior de São Paulo, no sábado passado (13).

A Polícia Civil, através do delegado Antônio Luís Tuckmantel, informou que os três novos suspeitos detidos são do estado do Rio de Janeiro. Eles se juntam a Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32 anos, Maicon Fernandes Cintra, de 42, e Vitor de Freitas Gonçalves, de 27, instrutores de salto que tiveram a prisão em flagrante convertida em preventiva e respondem por homicídio com dolo eventual.

No dia da tragédia, seis pessoas foram encaminhadas para a delegacia e três instrutores permaneceram presos desde então no Centro de Detenção Provisória II de Guarulhos. Nesta sexta (19), a Justiça de São Paulo negou o pedido de habeas corpus apresentado pelas defesas de dois dos três instrutores presos pela morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas.

As seis pessoas integram um grupo que oferecia saltos de 40 metros de altura na ponte, com valores de até R$ 180. As imagens do acidente mostram Maria Eduarda sendo carregada pelos instrutores até a extremidade da plataforma e lançada para frente.

De acordo com a polícia, a atividade era promovida por grupos informais e não havia uma empresa formalmente constituída responsável pela operação. Após a repercussão do caso, os perfis vinculados aos organizadores foram retirados das redes sociais.

Segundo a delegada responsável pelo caso, os investigados afirmaram não se recordar de quem era a responsabilidade de conectar a corda de segurança nem por que a checagem final deixou de ser feita antes do salto.

Tragédia

Maria Eduarda morreu após cair de uma altura de cerca de 40 metros durante a atividade. Segundo a Polícia Civil, a corda que deveria estar conectada ao equipamento de segurança da jovem não foi presa e permaneceu enrolada na estrutura utilizada para o salto.

Testemunhas ouvidas pela investigação relataram que os procedimentos de conferência dos equipamentos não teriam sido realizados antes da queda. De acordo com a polícia, o grupo responsável pela atividade não possuía empresa formalizada.