Desemprego cai para 4% em Goiás no segundo trimestre
Taxa de desocupação recuou 1,1 ponto percentual em três meses e ficou 1,4 ponto abaixo do índice brasileiro, segundo o IBGE
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O mercado de trabalho de Goiás começou o segundo semestre com uma taxa de desemprego de 4%, uma das menores já registradas no estado. O índice caiu de 5,1% no primeiro trimestre para 4% entre abril e junho, redução de 1,1 ponto percentual em apenas três meses, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada nesta sexta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Este resultado colocou Goiás abaixo da média brasileira. No país, a taxa de desocupação ficou em 5,4%, após recuar 0,7 ponto percentual em relação aos três primeiros meses do ano. A diferença entre Goiás e o Brasil chegou a 1,4 ponto percentual.
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A taxa goiana também melhorou na comparação com um ano antes. No segundo trimestre de 2025, o desemprego estava em 4,4%. Em um ano, portanto, houve redução de 0,4 ponto percentual.
O que significa a taxa de 4%

A taxa de desocupação não considera toda pessoa que está sem emprego. Pela metodologia do IBGE, entram nesse grupo as pessoas de 14 anos ou mais que não estavam trabalhando, procuraram trabalho e estavam disponíveis para começar a trabalhar.
Quem está fora do mercado de trabalho e não procura uma ocupação não é contabilizado como desempregado. Por isso, a taxa de 4% deve ser lida como a proporção de pessoas desocupadas dentro da força de trabalho, e não como a parcela de toda a população sem emprego.
O indicador, portanto, mostra um mercado de trabalho aquecido, mas não significa que apenas 4% dos goianos não tenham trabalho. A definição estatística é mais específica.
Goiás acompanha cenário nacional
A queda do desemprego em Goiás ocorre em um momento de melhora disseminada do indicador no país. No segundo trimestre, a taxa nacional caiu para 5,4%, enquanto as regiões Sul (3,2%) e Centro-Oeste (3,8%) apresentaram as menores taxas entre as grandes regiões.
O resultado coloca Goiás próximo do patamar regional e bem abaixo de estados com taxas mais elevadas. No segundo trimestre, o desemprego variou de 2,1% em Santa Catarina a 9,8% no Amapá.
Para Goiás, a fotografia do segundo trimestre é especialmente positiva: em apenas três meses, a taxa caiu 1,1 ponto percentual; em 12 meses, recuou 0,4 ponto; e, na comparação com a média brasileira, o estado abriu uma diferença de 1,4 ponto percentual.