Revisão criminal de Bolsonaro só será analisada após o segundo turno, diz Kassio
Ministro afirma que discutir o caso antes da votação poderia interferir na eleição; pedido ainda depende de etapas processuais
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O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), informou nesta quarta-feira (7) que não analisará antes do segundo turno das eleições o pedido de revisão criminal da condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A votação está marcada para 25 de outubro.
Em nota divulgada por sua assessoria, o ministro afirmou que examinar o caso durante a campanha poderia interferir no processo eleitoral. O gabinete ressaltou que a análise após a votação não significa uma decisão logo em seguida: é necessário aguardar que a ação esteja pronta para julgamento.
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Nunes Marques é relator do pedido apresentado pela defesa de Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão no processo sobre a tentativa de golpe de Estado. A revisão criminal busca modificar a condenação. Até o momento, o STF não anunciou uma data para julgar a ação.
Segundo o gabinete, quando o processo estiver concluído, a intenção do relator é levá-lo ao plenário do STF. Caso o julgamento seja presencial, caberá ao presidente da Corte definir quando ele ocorrerá.
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A definição foi anunciada um dia depois de uma agenda de Flávio Bolsonaro (PL) em Goiânia. Candidato à Presidência e filho do ex-presidente, o senador recebeu na capital goiana o apoio de Ronaldo Caiado e do governador reeleito Daniel Vilela para a disputa do segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A manifestação de Nunes Marques trata do momento em que o pedido poderá ser analisado. Ela não antecipa se a condenação de Bolsonaro será mantida ou alterada.