Terça-feira, 04 de Agosto de 2026
Crise

TRT pode fechar as portas em outubro

Em coletiva de imprensa, presidente do Tribunal Regional do Trabalho de Goiás disse que órgão só tem verbas para funcionar até o final de setembro

Por - Goiânia, GO
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O presidente do Tribunal Regional do Trabalho de Goiás, desembargador Aldon Taglialegna, voltou a fazer um alerta de que o Tribunal pode fechar as portas a partir do dia 1º de outubro, caso o Congresso Nacional não aprove projetos de lei para liberar verbas suplementares para garantir o funcionamento do órgão.

Aldon Taglialegna concedeu entrevista coletiva à imprensa na tarde desta terça-feira (12/07) para, mais uma vez, chamar a atenção da sociedade para a precarização da Justiça do Trabalho e anunciar novos cortes de gastos no TRT de Goiás. O presidente informou que desde o início do ano o Tribunal vem adotando várias medidas e cortes de despesas que alcançaram uma economia de mais de R$ 14 milhões. Entretanto, ele ressaltou que o Tribunal só tem verbas para funcionar até o final de setembro.

Questionado sobre o futuro do Tribunal a partir de outubro, o presidente respondeu que, caso não sejam liberados os créditos adicionais no valor de R$ 7,5 milhões, que estão retidos para análise no Executivo, o TRT vai ter que fechar as portas e estudar medidas emergenciais, como aumentar a quantidade de servidores em teletrabalho e fazer o atendimento somente dos casos urgentes.

Redução das despesas

Este já é o sexto anúncio de cortes que o Tribunal faz neste ano para tentar compensar o déficit nas despesas de custeio da Justiça do Trabalho no Estado, em razão do Corte Orçamentário de 30% das verbas de custeio e 90% de investimento, na Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2016. Dentre os cortes anunciados estão a rescisão do contrato de estágio com 94 estudantes e do contrato de 60 adolescentes trabalhadores, a partir de 1º de setembro, além de cortes de contratos com terceirizados nas áreas de limpeza e segurança. Também foram cortadas as despesas com diárias e transportes para magistrados e servidores e as despesas relativas à manutenção predial e mobiliária.

A economia com os cortes anunciados será em torno de R$ 2 milhões, o que vai possibilitar o funcionamento do Tribunal até o fim do mês de setembro. “O TRT de Goiás tem 25 anos, eu tenho quase esse tempo de atuação no Tribunal, e essa é a situação mais crítica que já vivemos”, comentou. Ele também ressaltou que o corte orçamentário que atingiu a Justiça do Trabalho foi injusto e discriminatório, por ter sido de 30% das verbas de custeio, enquanto os outros órgãos do Judiciário da União tiveram apenas 15% de corte. (Com informações do TRT Goiás)

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