Criminosos presos no DF por fabricar anabolizantes adulterados tinham atuação em Goiás
Grupo investigado pela Polícia Civil do DF produzia substâncias de forma clandestina, usava rótulos falsos e contava com uma estrutura em Goiás para armazenar insumos e movimentar dinheiro
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A Polícia Civil do Distrito Federal desarticulou uma organização suspeita de fabricar e distribuir anabolizantes e termogênicos adulterados em diferentes regiões do país. A operação cumpriu 43 mandados de prisão e 64 de busca e apreensão. Ao menos 30 pessoas foram presas em vários estados.
Segundo as investigações, Goiás fazia parte da estrutura do grupo. O estado era utilizado para receber e armazenar insumos, além de abrigar uma farmácia de manipulação apontada como integrante do esquema e estruturas utilizadas para a movimentação financeira da organização.
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Ao todo, 13 estabelecimentos foram fechados, 22 perfis usados para divulgar as substâncias nas redes sociais foram derrubados e mais de 25 veículos de luxo foram apreendidos. A Justiça também determinou o bloqueio de R$ 32 milhões em bens dos investigados.
Entre os investigados presos estão Roberto Carlos Pereira de Carvalho, conhecido como Jiraiya e apontado pela investigação como chefe do esquema, a influenciadora Ana Luiza de Nazaré Lima e Alam Manoel Lima. Donos de academias e de lojas de suplementos também estão entre os alvos da operação, segundo a Polícia Civil.
O Mais Goiás não localizou a defesa dos suspeitos presos na operação.
A investigação aponta que o grupo atuava havia cerca de 12 anos e mantinha uma cadeia de produção e distribuição que envolvia diferentes profissionais e estabelecimentos.
De acordo com a Polícia Civil, os anabolizantes eram produzidos em condições precárias, em casas e depósitos improvisados, sem controle adequado de higiene ou segurança sanitária.
Na fabricação, eram utilizadas substâncias hormonais, diuréticos e estimulantes. Os insumos químicos, segundo a investigação, eram importados ilegalmente do Paraguai e posteriormente distribuídos para os pontos de produção.
Para dar aparência de produto estrangeiro, os criminosos utilizavam rótulos em idiomas diferentes do português e embalagens com bandeiras de outros países. A estratégia, segundo a polícia, buscava fazer com que as substâncias parecessem importadas ou associadas a marcas conhecidas.
Ponto estratégico da organização
Em Goiás, a investigação identificou locais utilizados para receber e armazenar insumos. Uma farmácia de manipulação também teria sido incorporada à estrutura criminosa.
O estado ainda aparece na investigação relacionado à movimentação e ocultação do dinheiro obtido com a comercialização dos produtos. A atuação da organização, porém, não se restringia a Goiás e ao Distrito Federal. As diligências alcançaram diferentes estados brasileiros, incluindo Acre, Santa Catarina, Minas Gerais, São Paulo, Paraíba e Paraná, além de conexões com o Paraguai.
A investigação identificou ainda uma estrutura de produção de rótulos e embalagens. Segundo a polícia, uma gráfica era utilizada para confeccionar os materiais que davam aos produtos clandestinos a aparência de mercadorias legalizadas ou importadas.