Quarta-feira, 12 de Agosto de 2026
30 PRESOS

Criminosos presos no DF por fabricar anabolizantes adulterados tinham atuação em Goiás

Grupo investigado pela Polícia Civil do DF produzia substâncias de forma clandestina, usava rótulos falsos e contava com uma estrutura em Goiás para armazenar insumos e movimentar dinheiro

Rafael Oliveira
Por - Goiânia, GO
Publicado em:
Com o grupo, foram apreendidos carros de luxo, joias e anabolizantes falsos (Foto: PCDF)

A Polícia Civil do Distrito Federal desarticulou uma organização suspeita de fabricar e distribuir anabolizantes e termogênicos adulterados em diferentes regiões do país. A operação cumpriu 43 mandados de prisão e 64 de busca e apreensão. Ao menos 30 pessoas foram presas em vários estados.

Segundo as investigações, Goiás fazia parte da estrutura do grupo. O estado era utilizado para receber e armazenar insumos, além de abrigar uma farmácia de manipulação apontada como integrante do esquema e estruturas utilizadas para a movimentação financeira da organização.

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Ao todo, 13 estabelecimentos foram fechados, 22 perfis usados para divulgar as substâncias nas redes sociais foram derrubados e mais de 25 veículos de luxo foram apreendidos. A Justiça também determinou o bloqueio de R$ 32 milhões em bens dos investigados.

Entre os investigados presos estão Roberto Carlos Pereira de Carvalho, conhecido como Jiraiya e apontado pela investigação como chefe do esquema, a influenciadora Ana Luiza de Nazaré Lima e Alam Manoel Lima. Donos de academias e de lojas de suplementos também estão entre os alvos da operação, segundo a Polícia Civil.

O Mais Goiás não localizou a defesa dos suspeitos presos na operação.

A investigação aponta que o grupo atuava havia cerca de 12 anos e mantinha uma cadeia de produção e distribuição que envolvia diferentes profissionais e estabelecimentos.

De acordo com a Polícia Civil, os anabolizantes eram produzidos em condições precárias, em casas e depósitos improvisados, sem controle adequado de higiene ou segurança sanitária.

Na fabricação, eram utilizadas substâncias hormonais, diuréticos e estimulantes. Os insumos químicos, segundo a investigação, eram importados ilegalmente do Paraguai e posteriormente distribuídos para os pontos de produção.

Para dar aparência de produto estrangeiro, os criminosos utilizavam rótulos em idiomas diferentes do português e embalagens com bandeiras de outros países. A estratégia, segundo a polícia, buscava fazer com que as substâncias parecessem importadas ou associadas a marcas conhecidas.

Ponto estratégico da organização

Em Goiás, a investigação identificou locais utilizados para receber e armazenar insumos. Uma farmácia de manipulação também teria sido incorporada à estrutura criminosa.

O estado ainda aparece na investigação relacionado à movimentação e ocultação do dinheiro obtido com a comercialização dos produtos. A atuação da organização, porém, não se restringia a Goiás e ao Distrito Federal. As diligências alcançaram diferentes estados brasileiros, incluindo Acre, Santa Catarina, Minas Gerais, São Paulo, Paraíba e Paraná, além de conexões com o Paraguai.

A investigação identificou ainda uma estrutura de produção de rótulos e embalagens. Segundo a polícia, uma gráfica era utilizada para confeccionar os materiais que davam aos produtos clandestinos a aparência de mercadorias legalizadas ou importadas.

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