LUTO

‘Bombeiros estão em luto’, diz militar após morte de Maria Fernanda em Doverlândia

Criança, de dois anos, estava desaparecida há três dias. Buscas mobilizaram 70 voluntários

Maria Fernanda Cândido da Rocha, de 2 anos - (Foto: reprodução)
Maria Fernanda Cândido da Rocha, de 2 anos - (Foto: reprodução)

A localização do corpo da menina Maria Fernanda Cândido da Rocha, que completaria dois anos nesta quarta-feira (17), emocionou integrantes da força-tarefa montada para localizar a criança, que desapareceu na última segunda-feira (15), em Doverlândia. O tenente-coronel do Corpo de Bombeiros Eduardo Monteiro do Amaral, responsável por coordenar as buscas da corporação, afirmou que os bombeiros “estão em luto” por Maria.

As buscas mobilizaram cães e aeronaves dos bombeiros e da Polícia Militar (PM), além de agentes da Polícia Civil (PC) e cerca de 70 voluntários. Ao longo dos quase três dias de busca, a força-tarefa percorreu áreas de difícil acesso até encontrar Maria à beira de um rio a cerca de dois km da casa. 

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“Foi horrível [encontrar a Maria sem vida]. Tenho um menino da idade dela, não tem como não se emocionar. Para nós [profissionais] é muito ruim. Apesar de ter passado muito tempo, a criança estava sem se alimentar e, provavelmente, sem beber água. Ainda estávamos naquele período de achá-la com vida”, conta. 

Corpo encontrado 

Maria foi encontrada sem vida por integrantes da força-tarefa montada para localizar a garota, que estava desaparecida desde a última segunda (15), em Doverlândia. Antes de verificarem o corpo no leito de um rio situado nas proximidades da propriedade da família, naquele município, militares avistaram uma fralda e uma peça de roupa usada pela criança no dia em que sumiu.

Os itens estavam no rio e auxiliaram no direcionamento das buscas, de acordo com o Corpo de Bombeiros. O corpo de Maria deve passar por perícia para descobrir as circunstâncias e a causa da morte da menina. O caso é investigado pela Polícia Civil (PC). 

Força-tarefa em Doverlândia

A força-tarefa composta por mais de 70 membros do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar (PM), Polícia Civil (PC) e voluntários ganhou o reforço da equipe de cães de busca, que foram enviados de avião ao local na terça-feira (16). A procura, que era realizada em água, solo e ar, se concentrou em terra depois que supostas pegadas de Maria foram encontradas a cerca de um km da residência.

Equipes do Grupamento de Radiopatrulhamento Aéreo (GRAER) da PM também foram enviadas para o local nesta quarta, a fim de dar apoio às buscas aéreas realizadas por drones térmicos. O patrulhamento aéreo foi essencial para localizar Maria. Mergulhadores do Corpo de Bombeiros, em Goiânia, também foram empenhados no trabalho. 

Desaparecimento

A propriedade onde a criança desapareceu está localizada em uma área de difícil acesso, a cerca de 22 km de Doverlândia. Os pais informaram à polícia que estavam em uma represa situada a cerca de 100 metros da residência quando ouviram um grito da menina. Porém, ao retornarem ao imóvel, não conseguiram encontrar a criança. 

O primeiro atendimento foi realizado pelo Corpo de Bombeiros de Caiapônia, que iniciou o reconhecimento da área e as primeiras ações de busca. Em seguida, a corporação de Jataí deslocou militares com apoio operacional de drone para ampliar a varredura em pontos de difícil acesso e auxiliar as equipes em solo.

As buscas ocorreram de forma conjunta, com atuação do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e Conselho Tutelar, além da Polícia Civil. As equipes realizaram varreduras na residência, nas áreas de mata, região de morros, proximidades da represa, trilhas naturais e demais pontos considerados prioritários.