Homem é mordido por macaco durante caminhada em Catalão; vídeo
Ataque ocorreu enquanto a esposa filmava os animais na região da represa do Clube do Povo; vítima recebeu vacina antirrábica
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Um homem foi mordido por um macaco-prego enquanto caminhava com a esposa na região da represa do Clube do Povo, em Catalão, no sudeste de Goiás. O ataque foi registrado pela mulher, que filmava um grupo de animais próximo à margem da represa. A situação aconteceu na tarde de domingo (9).
O casal caminhava pelo calçadão quando avistou os macacos. A mulher pegou o celular para filmá-los e, durante a gravação, os animais ficaram agitados. Um deles pulou no pé do homem e o mordeu.
Como ele usava sapato, não percebeu o ataque imediatamente. Já em casa, começou a sentir dores no pé, retirou o calçado e percebeu o ferimento. Ele procurou atendimento em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Catalão, onde recebeu a primeira dose da vacina antirrábica. Outras doses ainda deverão ser aplicadas.
O episódio chamou a atenção para os riscos da aproximação com animais silvestres. A interação pode causar estresse e provocar reações defensivas, mesmo quando os animais aparentam estar tranquilos ou acostumados à presença humana.
Macacos não são animais domesticados
A médica-veterinária Ângela Graciely Carvalho explica que os macacos-prego são animais silvestres inteligentes, curiosos e bastante adaptáveis, mas isso não significa que sejam domesticados. Em áreas urbanas, eles podem se aproximar das pessoas em busca de alimento ou por curiosidade.
Segundo ela, uma aproximação muito intensa, uma tentativa de tocar ou capturar o animal, ou ainda bloquear sua rota de fuga, pode ser interpretada como uma ameaça e provocar uma reação defensiva.
A veterinária também reforça que os macacos não devem ser alimentados. Além de alterar o comportamento natural dos animais e fazer com que associem a presença humana à oferta de comida, a prática pode aumentar a frequência das aproximações e a frustração quando o alimento não é oferecido.
Ao encontrar um macaco-prego, a recomendação é manter distância, não tentar alimentá-lo e evitar encurralá-lo. O ideal é manter vários metros de espaço e ampliá-lo caso o animal demonstre qualquer sinal de desconforto ou comportamento defensivo. “Não existe uma distância única que garanta segurança em todas as situações, porque a reação depende do indivíduo e do contexto”, afirma.
Em caso de mordida ou arranhão, a orientação é lavar imediatamente o ferimento com água corrente e sabão e procurar atendimento médico. Acidentes envolvendo animais silvestres precisam ser avaliados por profissionais de saúde devido ao risco de infecções e à possibilidade de exposição a zoonoses.
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