Entenda por que Joviânia está escolhendo novo prefeito neste domingo (21)
Eleição suplementar foi convocada após a cassação da chapa vencedora de 2024 por compra de votos e abuso de poder econômico
Cerca de 5,8 mil eleitores de Joviânia, na região Sul de Goiás, voltam às urnas neste domingo (21) para escolher o novo prefeito e vice-prefeito do município. A eleição suplementar foi determinada pela Justiça Eleitoral após a cassação dos mandatos do ex-prefeito Max Pereira Barbosa (Podemos) e do ex-vice-prefeito Vanderci Donizeti Ricioli (PSD), vencedores das eleições de 2024.
A disputa acontece entre duas chapas. Pedro Lucas, conhecido como “Macaco” (MDB), concorre ao cargo de prefeito ao lado de Leandro da Leancellys (Agir), candidato a vice. Já Elisberto da Retro (Podemos) disputa a Prefeitura tendo Rogério Potim (PSDB) como vice na chapa.
A votação começou às 8h e segue até as 17h. Logo após o encerramento do pleito, terá início a apuração dos votos. Os candidatos eleitos vão governar o município até 31 de dezembro de 2028.

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Os eleitores podem votar em quatro locais: Colégio Estadual em Período Integral Eloi Pereira Martins, Escola Estadual Alfredo Nasser, Escola Municipal José Gomes Filgueira e Escola Municipal Professora Adélia Augusta de Oliveira.
Prefeito e vice cassados
A realização da eleição suplementar é consequência de uma decisão da Justiça Eleitoral que anulou o resultado das eleições municipais de 2024 em Joviânia. O Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO) cassou os mandatos do então prefeito eleito, Max Pereira Barbosa, e do vice-prefeito, Roudison Sabino Muniz, após concluir que houve irregularidades durante a campanha eleitoral.
O processo apontou a utilização de práticas consideradas ilegais para obtenção de votos, incluindo a concessão de benefícios a eleitores em troca de apoio político. Segundo o entendimento do tribunal, as condutas identificadas comprometeram a legitimidade da disputa e desequilibraram a concorrência entre os candidatos.

A decisão também atingiu os vereadores eleitos Flávio Martins de Sousa e João Paulo Ferreira Rezende, que tiveram os diplomas cassados no mesmo processo. Além da perda dos cargos, os envolvidos foram declarados inelegíveis por oito anos e condenados ao pagamento de multas de R$ 20 mil.
Com aproximadamente 7,1 mil habitantes, Joviânia possui 5.781 eleitores aptos a votar.