Terça-feira, 14 de Julho de 2026
ENTENDA

Etanol é mais vantajoso que a gasolina em Goiás e outros 10 estados, diz ANP; Sindiposto destaca atratividade

Levantamento considera média de preços praticados nos postos e a paridade de 70%

Por - Goiânia, GO
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Etanol é mais vantajoso que a gasolina em Goiás e outros 10 estados, diz ANP

O etanol tem conseguido melhorar sua competitividade em relação à gasolina. O combustível, inclusive, é mais vantajoso em 11 estados, entre eles Goiás, conforme informações da Agência Nacional de Petróleo e Gás (ANP) nesta terça-feira (14).

A ANP considerou a média dos preços praticados nos postos de combustíveis para chegar a este número. Para isso, a agência leva em conta a “paridade de 70%”. Trata-se da regra usada pelo mercado para saber qual dos produtos compensa mais, uma vez que o etanol costuma render menos que a gasolina nos veículos.

Desta forma, se o etanol estiver com valor abaixo de 70% do preço da gasolina, ele é mais vantajoso. Além de Goiás, o combustível é mais competitivo no Distrito Federal, São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Bahia, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Sergipe.

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Nas demais unidades da federação, a gasolina ainda é mais vantajosa. Destaca-se que os estados com forte produção de cana-de-açúcar e maior oferta do produto favoreceram o etanol. Ou seja, regiões produtoras como Centro-Sul possuem essa tendência.

A ANP ainda reforça que o etanol é renovável e emite menos gases de efeito estufa quando comparado à gasolina. Ou seja, é uma alternativa mais sustentável aos combustíveis fósseis, posicionamento corroborado pelo presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado de Goiás (Sindiposto-GO), Márcio Martins de Castro Andrade.

“Temos todos os motivos para o consumidor optar pelo etanol no estado de Goiás. Tanto ambiental quanto economicamente.” Segundo ele, Goiás é o segundo estado em produção de etanol do país. “Isso proporciona ao consumidor goiano uma oferta maior do produto e, com isso, um dos preços mais competitivos do país”, ressalta.

Ele afirma, ainda, que essa oferta é importante para o território goiano, porque ativa a economia, gera empregos e receita. “E o Estado é exportador de etanol, e isso beneficia localmente em todos os aspectos. Tanto na questão da produção, onde gera bastante emprego e renda para o estado, quanto para o consumidor no aspecto de atratividade financeira para o consumo.”

IPTL: gasolina e etanol continuam a aumentar em Goiás
(Foto: Pixabay)

Para os próximos meses, é preciso observar o comportamento dos preços internacionais do petróleo, da safra de cana-de-açúcar e das políticas de preços adotadas pelas distribuidoras.

E32

Nesta terça-feira (14), o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou o aumento da mistura do etanol anidro de 30% (E30) para 32% (E32). A medida começa a valer em 1º de agosto por 180 dias. Além disso, existe a possibilidade de prorrogação por igual período, uma vez.

O Ministério de Minas e Energia justificou a medida devido à volatilidade do petróleo. O objetivo de usar uma maior parcela de etanol produzido no país é reduzir a dependência de combustíveis fósseis importados em meio ao conflito entre Estados Unidos e Irã.

Com a medida, será possível diminuir a importação de gasolina em cerca de 900 milhões de litros por ano, segundo estimativa do governo. A pasta aponta, ainda, a redução de emissão de gases do efeito estufa como benefício.

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O aumento pode se tornar definitivo em caso de nova deliberação do conselho. Contudo, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que o governo vai analisar os desdobramentos da guerra no mercado internacional antes desta decisão.

“Nós estamos completamente seguros de avançar até o E32. E a transitoriedade é apenas uma maneira de nos precavermos para poder, dentro de 180 dias, nós vermos o que está acontecendo com relação à gasolina. A maior parte dos nossos veículos, inclusive, funciona com 100% de etanol”, disse Silveira.

A mudança para o E32 já havia sido anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) há alguns meses, mas faltava a aprovação formal do CNPE, que é presidido por Silveira e conta com a participação de representantes de 18 ministérios. O argumento do governo é que a medida reforça a soberania energética e o aumento de biocombustíveis reduz a dependência de gasolina importada. A guerra no Oriente Médio impulsionou a discussão.

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