Obras emergenciais prometem aliviar alagamentos na Jamel Cecílio antes do período chuvoso em Goiânia
Prefeitura abre contratação para construir reservatório de 100 mil m³ e reforçar a drenagem no Complexo Viário Jamel Cecílio; valor da obra será mantido em sigilo
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Quem passa pelo Complexo Viário Jamel Cecílio durante temporais conhece a cena: pistas tomadas pela água, trânsito engarrafado e motoristas ilhados em um dos principais corredores viários de Goiânia. Agora, a prefeitura quer tentar mudar essa realidade antes da chegada do próximo período chuvoso, que ocorre tradicionalmente entre outubro e abril.
O município publicou no Diário Oficial desta segunda-feira (13) um aviso de contratação direta emergencial para executar parte das obras de macrodrenagem, que são grandes canais para escoar a água da chuva, na Bacia do Córrego Botafogo. A principal modificação será a construção de um reservatório capaz de armazenar aproximadamente 100 mil metros cúbicos de água, além da implantação de uma nova rede de microdrenagem na região da Jamel Cecílio.
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O Mais Goiás pediu informações para a Prefeitura de Goiânia sobre o cronograma das obras e sobre a expectativa técnica de redução dos alagamentos e aguarda resposta.
A estrutura será instalada entre a Rua Nonato Mota e a Avenida 2ª Radial, na Vila Redenção, funcionando como uma espécie de “pulmão” para conter os picos de cheia durante chuvas intensas. A expectativa é reduzir o volume de água que chega rapidamente ao Complexo Viário Jamel Cecílio, um dos locais mais vulneráveis a alagamentos da capital.
Segundo o edital, a empresa contratada ficará responsável não apenas pela execução da obra, mas também pela elaboração dos projetos básico e executivo, no chamado regime de contratação integrada. A escolha ocorrerá por procedimento simplificado, em razão da emergência declarada pela administração municipal.

Por que a obra será emergencial?
A justificativa da Prefeitura é direta: o tempo está se esgotando antes da volta das chuvas.
O próprio documento afirma que a contratação busca enfrentar uma situação de risco provocada pela recorrência dos alagamentos na região, especialmente no Complexo Viário Jamel Cecílio, onde há impactos sobre a segurança dos motoristas, a mobilidade urbana e até a infraestrutura existente.
Antes de recorrer à obra, o município diz que adotou medidas paliativas, como monitoramento, sinalização, interdições temporárias, instalação de totens e cancelas automáticas. No entanto, reconhece que essas ações não substituem uma solução estrutural para controlar as cheias.
Valor continua em sigilo
Um dos pontos que chama atenção é que a Prefeitura não divulgou quanto pretende gastar.
O aviso informa que o valor referencial permanecerá sigiloso, amparado pelo artigo 24 da Lei Federal nº 14.133/2021. Conforme o documento, o orçamento será revelado apenas em momento previsto no processo, sob justificativa técnica.
Na prática, as empresas interessadas disputarão a contratação por meio de análise técnica e apresentação da proposta de menor preço entre aquelas consideradas aptas para executar o serviço.
O que diz o Diário Oficial
Entre os trechos publicados oficialmente, a Prefeitura define como objeto da contratação:
“implantação de 01 (um) reservatório de amortecimento e detenção de picos de cheias, com capacidade aproximada de 100.000 m³ (…) e intervenções em rede de microdrenagem no Complexo Viário Jamel Cecílio”.
O documento também estabelece que a contratação emergencial será limitada às obras necessárias para enfrentar a situação de risco e que deverão ser concluídas dentro do prazo máximo permitido pela legislação para esse tipo de contratação.