GO: Sem acordo, bancários da Caixa Econômica entram em greve na próxima terça (8/9)
Em Goiás, 96,5% dos bancários votaram contra a proposta, segundo levantamento divulgado pela categoria
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Os bancários da Caixa Econômica Federal em Goiás entrarão em greve por tempo indeterminado a partir da próxima terça-feira (8), após rejeitarem a proposta apresentada nas negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Em Goiás, 96,5% dos bancários votaram contra a proposta, segundo levantamento divulgado pela categoria. A principal insatisfação dos trabalhadores está relacionada ao reajuste oferecido e mudanças no Saúde Caixa, plano de assistência médica dos empregados.
A greve foi aprovada em assembleia realizada na quinta-feira (3), conduzida pelo Sindicato dos Bancários. Em Goiás, a categoria reúne cerca de 2 mil trabalhadores em aproximadamente 140 agências da Caixa, conforme estimativa apresentada pelo presidente da AGECEF/GO, João Paulo Soares Muniz Dourado. Apesar da greve, ele afirma que a intenção não é interromper completamente o atendimento à população. “A nossa ideia não é nem paralisar todas as agências. A gente quer manter o funcionamento básico, porque a gente não quer atrapalhar a população”, disse. Em uma greve anterior, o Procon Goiás publicou orientações para consumidores durante a paralisação dos bancos.
Ao Mais Goiás, o presidente da AGECEF/GO, João Paulo Soares Muniz Dourado, afirmou que a proposta prevê reajuste de INPC mais 0,6%, enquanto a reivindicação da categoria é de INPC mais 5% em todas as verbas.
Segundo ele, a proposta prevê mudanças no Saúde Caixa que podem elevar em cerca de 30% o custo das mensalidades para os empregados. O dirigente afirmou ainda que os aposentados estão entre os trabalhadores que mais podem ser afetados pelas alterações.
A negociação envolve a categoria bancária em nível nacional. Segundo João Paulo, além da Caixa, há expectativa de paralisação também no Banco do Brasil.
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Greve começa na terça-feira
De acordo com João Paulo, as negociações entre trabalhadores e bancos já chegaram à 10ª rodada. As discussões começaram em junho e, segundo ele, não houve avanço considerado suficiente pela categoria. Os trabalhadores realizaram uma paralisação de conscientização em 20 de agosto, quando a negociação estava na oitava rodada. Depois disso, outras duas reuniões foram realizadas, mas, segundo o dirigente, a proposta apresentada não atendeu às reivindicações dos empregados.
No quadro nacional divulgado sobre a votação do ACT, diversas bases sindicais aparecem com a proposta rejeitada e com indicativo de greve. Entre elas estão São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Distrito Federal, Bahia, Paraná, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Ceará, Pará, Goiás, Espírito Santo, Paraíba, Sergipe, Piauí, Tocantins, Rondônia, além de outras regiões.
Ao comentar o cenário nacional, João Paulo destacou que a campanha envolve aproximadamente 80 mil empregados e classificou os resultados das assembleias como uma demonstração do nível de insatisfação da categoria.
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