Domingo, 04 de Outubro de 2026
ENFIM, PARTIRAM!

Após 36 horas encalhados no Rio Amazonas, artistas circenses goianos deixam barco e seguem de avião para Manaus

Para conseguir chegar a Manaus depois do atraso, os quatro integrantes precisaram comprar novas passagens aéreas, pagas pelo próprio projeto

Rafael Oliveira
Por - Goiânia, GO
Publicado em:
Pedro Medrado (sonoplasta), Victória Magalhães (produtora) e Bulacha (artista) pegaram voo para Manaus após barco ficar 36 horas encalhado no Rio Amazonas (Foto: Camila Ribeiro)

Depois de 36 horas encalhados em uma embarcação no Rio Amazonas, os quatro artistas circenses goianos que viajavam de Belém (PA) para Manaus (AM) finalmente deixaram o barco e retomaram a viagem. O grupo chegou ao porto de Santarém, no Pará, por volta das 8h deste domingo (4) e, de lá, embarcou em um voo com destino à capital amazonense, onde deve chegar por volta das 17h.

A produtora Victória Magalhães contou ao Mais Goiás que foram duas noites e um dia inteiro de espera até que a equipe conseguisse deixar a embarcação.

“Ficamos 36 horas encalhados. Duas noites e um dia inteiro. Todos nós saímos muito lesados da situação, tanto financeiramente quanto psicologicamente, mas vamos seguir com o cronograma normal das apresentações”, contou Victória.

Agora, a prioridade é chegar a Manaus e voltar ao que eles sabem fazer melhor: montar o espetáculo e entrar em cena. A equipe tem apresentações previstas para os dias 6, 7, 8 e 9 de outubro.

O grupo é composto por Jhony Robson, o Bulacha, a produtora Victória Magalhães, o fotógrafo Pedro Medrado e a sonoplasta Camila Ribeiro. Eles integram o projeto “Meu Norte é o Circo”, que leva espetáculos a cidades e comunidades mais isoladas da região Norte do Brasil. Antes do problema no trajeto para Manaus, os artistas haviam passado por Belém e pela Ilha do Marajó, onde realizaram apresentações em comunidades e vilas de pescadores.

Apresentação de Bolacha para uma comunidade na Ilha do Marajó, no Pará (Foto: redes sociais)
Apresentação circense de Bulacha para uma comunidade na Ilha do Marajó, no Pará (Foto: redes sociais)

Custo extra para o grupo

Para conseguir chegar a Manaus depois do atraso, os quatro integrantes precisaram comprar novas passagens aéreas. Segundo Victória, o custo foi bancado pelo próprio projeto.

“As quatro passagens, nós tivemos que pagar pelo projeto. Ainda precisamos de rever financeiramente o restante da circulação”, explicou.

O grupo ainda terá outros compromissos pela frente. A circulação deve continuar no próximo ano, com apresentações previstas para Taquarussu e a região do Jalapão, no Tocantins, além de Ceilândia, no Distrito Federal.

36 horas de espera

A viagem havia se transformado em um drama na quinta-feira (1º), quando o barco Santarém Star, que levava os artistas, encalhou em um barranco próximo a Almeirim, no Pará. A embarcação seguia de Belém para Manaus e ficou presa em uma área de lama. A viagem seria de cinco dias pelo Rio Amazonas.

Segundo relatos dos artistas, a embarcação tinha mais de 100 passageiros e chegou a ficar sem energia e sinal de celular em alguns momentos. Houve ainda uma tentativa de retirar o barco do local com o auxílio de outra embarcação, mas a operação não conseguiu desencalhá-lo.

Depois de toda a tensão, a equipe conseguiu finalmente seguir viagem. E, para quem vive de levar o circo para diferentes lugares, o destino agora é conhecido: Manaus, palco, público e espetáculo.

Barco com artistas circenses goianos encalhado no rio Amazonas (Foto: Reprodução)
Barco com artistas circenses goianos encalhado no rio Amazonas (Foto: Reprodução)

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