DENÚNCIA

Cinomose atinge cães no campus da UFG e mobiliza voluntários em Goiânia

Em nota, a UFG informou que monitora os casos, que, segundo a instituição, são sazonais e recorrentes

Cães afetados por cinomose (Foto: Imagens enviadas ao Mais Goiás)

Uma cadela morreu e outros cães foram diagnosticados com cinomose no campus da Universidade Federal de Goiás (UFG), em Goiânia. Segundo estudantes e voluntários que atuam no cuidado dos animais, três cães seguem em tratamento e há quatro animais com sintomas da doença.

Entre os casos em tratamento, dois cães estão em acompanhamento em uma clínica veterinária particular e outro está sendo medicado por uma voluntária dentro do próprio campus, conforme informado ao Mais Goiás. A situação mobiliza estudantes responsáveis pelos cerca de 30 cães comunitários que vivem na universidade, com custos de tratamento sendo cobertos por meio de arrecadações.

A doença viral altamente contagiosa preocupa o grupo, que também relata dificuldades na estrutura de atendimento. A imunização dos animais, segundo os voluntários, vem sendo realizada de forma independente.

(Foto: Imagens enviadas ao Mais Goiás)

Para os estudantes envolvidos no cuidado dos cães, a ausência de um programa institucional de controle sanitário pode ter contribuído para a disseminação da doença. Eles afirmam que parte dos casos poderia ter sido evitada com a vacinação regular dos animais.

Cães afetados por cinomose (Foto: Imagens enviadas ao Mais Goiás)

UFG monitora casos

A reportagem do Mais Goiás procurou a Universidade Federal de Goiás (UFG), que informou ter conhecimento dos casos de cinomose registrados no campus.

Segundo a instituição, a doença é recorrente e ocorre de forma sazonal, com registros praticamente todos os anos. A universidade afirma que, mesmo com campanhas de vacinação, a entrada de novos animais no ambiente favorece o surgimento de casos.

A UFG destaca ainda que a maioria dos cães comunitários é vacinada e que há atuação conjunta entre o Hospital Veterinário e a Secretaria de Promoção da Segurança e Direitos Humanos (SDH), além de grupos de voluntários, no monitoramento dos animais. A instituição reforça que a cinomose não é uma zoonose, ou seja, não é transmissível para humanos.

(Foto: Imagens enviadas ao Mais Goiás)

Hospital veterinário atua com restrições

O Hospital Veterinário da Universidade Federal de Goiás (HV/UFG) informou que mantém contato com a SDH para identificação, avaliação clínica e realização de testes diagnósticos em animais com sinais da doença.

A instituição explica, no entanto, que não realiza internação de animais com cinomose por políticas de biossegurança, medida adotada para evitar o risco de contaminação de outros pacientes atendidos. Apesar disso, o hospital afirma que realiza atendimentos clínicos, orientações técnicas e testes diagnósticos, contribuindo para o monitoramento e controle da enfermidade no campus.

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