DECRETO

“É mais barato, mas você vai ficar sem internet”, diz Mabel sobre retirada de fios clandestinos

Fios sem identificação vão ser removidos durante fiscalizações e consumidores que contratam planos irregulares podem ficar sem internet

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“Às vezes é um pouquinho mais barato, mas você vai ficar sem a sua internet”, diz Mabel sobre retirada de cabos clandestinos (Foto: Divulgação/Prefeitura de Goiânia)

Durante o anúncio do novo decreto que endurece as regras para combater o excesso de fios soltos e abandonados nos postes de Goiânia, o prefeito Sandro Mabel (UB) fez um alerta aos consumidores que contratam planos clandestinos de internet. Segundo ele, cabos sem identificação serão removidos pelas equipes da prefeitura, o que pode interromper o serviço prestado por empresas que atuam de forma irregular na capital.

“Quero reforçar o aviso para quem usa internet: não compre gente clandestina. Tem várias aí que são clandestinas. Tudo que não tem identificação vai ser tirado. Não tem identificação, não tem dono. Então vai ser tirado. Às vezes é um pouquinho mais barato, mas você vai ficar sem a sua internet”, afirmou Mabel.

O alerta ocorre após a prefeitura anunciar novas regras contra empresas responsáveis por cabos inutilizados ou instalados de forma irregular. Além do aumento das multas para até R$ 40 mil, a gestão municipal prevê medidas mais rigorosas para quem descumprir as determinações, como o fechamento das empresas reincidentes.

Segundo o prefeito, um dos principais problemas enfrentados atualmente é a dificuldade em identificar a origem de parte da fiação espalhada pelos postes de Goiânia. Por isso, a administração decidiu que cabos sem qualquer tipo de identificação poderão ser removidos.

Fiscalização será intensificada

De acordo com Mabel, a prefeitura identificou uma redução no ritmo dos trabalhos realizados pelas empresas responsáveis pela limpeza da rede aérea. Quase 100 toneladas de fios já foram recolhidas desde o início das ações, mas muitas empresas deixaram de participar da força-tarefa. “Hoje só temos nove empresas trabalhando. As outras precisam voltar”, afirmou.

A fiscalização será ampliada e a meta é remover a maior quantidade possível de cabos sem uso, especialmente nas avenidas mais movimentadas da capital.

Além das multas, que podem chegar a R$ 40 mil em casos de reincidência, empresas que insistirem em descumprir as determinações poderão sofrer interdições temporárias e outras sanções administrativas.

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