Entregadores de aplicativo exigem valor mínimo de R$ 10 por corrida, em Goiânia
Além das taxas, trabalhadores pedem o fim de modalidades que, segundo eles, prejudicam a remuneração durante as entregas
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Entregadores de aplicativos realizaram uma paralisação em Goiânia para cobrar mudanças nas condições de trabalho oferecidas pelas plataformas. Em entrevista ao Mais Goiás, o entregador e representante da categoria, Guilherme Miranda, afirmou que a mobilização foi motivada principalmente pela insatisfação com as modalidades “Mais Entrega” e “Semana Turbinada”, além dos baixos valores pagos pelas corridas.
Segundo Guilherme, os trabalhadores defendem a retirada desses modelos e a definição de um valor mínimo de R$ 10 por corrida. Ele explica que a remuneração atual não seria suficiente diante dos custos e riscos da atividade, que envolve trânsito intenso e exposição a situações de perigo durante os deslocamentos.
“Cada corrida é um absurdo, a taxa está mínima, o trânsito está complicado. O perigo é muito”, afirmou.
Caso as reivindicações não sejam atendidas, novos atos poderão ser realizados. Guilherme ressaltou, porém, que a intenção é manter as manifestações de forma pacífica.
“Caso a plataforma não atenda, a gente vai fazer mais paralisação, desde que seja pacífica”, declarou.
Conflitos durante a mobilização
Apesar da proposta inicial, a mobilização acabou marcada por episódios de violência. De acordo com Guilherme, alguns entregadores continuaram trabalhando porque não tinham condições de interromper a fonte de renda, o que provocou conflitos com aqueles que participavam do movimento.
O representante afirmou que a manifestação seguia de forma pacífica até ocorrer uma agressão envolvendo entregadores. Para ele, o episódio fez com que o movimento tomasse um rumo diferente do objetivo inicial.
Na avaliação de Guilherme, a mobilização, que tinha como objetivo reivindicar melhores condições de trabalho para os entregadores, acabou ficando marcada pelo conflito entre os próprios trabalhadores.
“Então, a paralisação que era para ser de benefício para todos começou a virar uma guerra civil”, afirmou.
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