Quarta-feira, 02 de Setembro de 2026
PARALISAÇÃO

Entregadores de aplicativo exigem valor mínimo de R$ 10 por corrida, em Goiânia

Além das taxas, trabalhadores pedem o fim de modalidades que, segundo eles, prejudicam a remuneração durante as entregas

Por - Goiânia, GO
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Entregadores de aplicativos durante mobilização realizada em Goiânia para reivindicar melhores condições de trabalho

Entregadores de aplicativos realizaram uma paralisação em Goiânia para cobrar mudanças nas condições de trabalho oferecidas pelas plataformas. Em entrevista ao Mais Goiás, o entregador e representante da categoria, Guilherme Miranda, afirmou que a mobilização foi motivada principalmente pela insatisfação com as modalidades “Mais Entrega” e “Semana Turbinada”, além dos baixos valores pagos pelas corridas.

Trabalhadores participam de mobilização e cobram aumento nos valores das corridas em Goiânia (Vídeo: Reprodução/Instagram)

Segundo Guilherme, os trabalhadores defendem a retirada desses modelos e a definição de um valor mínimo de R$ 10 por corrida. Ele explica que a remuneração atual não seria suficiente diante dos custos e riscos da atividade, que envolve trânsito intenso e exposição a situações de perigo durante os deslocamentos.

“Cada corrida é um absurdo, a taxa está mínima, o trânsito está complicado. O perigo é muito”, afirmou.

Caso as reivindicações não sejam atendidas, novos atos poderão ser realizados. Guilherme ressaltou, porém, que a intenção é manter as manifestações de forma pacífica.

“Caso a plataforma não atenda, a gente vai fazer mais paralisação, desde que seja pacífica”, declarou.

Conflitos durante a mobilização

Apesar da proposta inicial, a mobilização acabou marcada por episódios de violência. De acordo com Guilherme, alguns entregadores continuaram trabalhando porque não tinham condições de interromper a fonte de renda, o que provocou conflitos com aqueles que participavam do movimento.

O representante afirmou que a manifestação seguia de forma pacífica até ocorrer uma agressão envolvendo entregadores. Para ele, o episódio fez com que o movimento tomasse um rumo diferente do objetivo inicial.

Entregadores que aderiram à paralisação tentaram impedir colegas que decidiram continuar trabalhando durante a mobilização (Vídeo: Reprodução/Instagram)

Na avaliação de Guilherme, a mobilização, que tinha como objetivo reivindicar melhores condições de trabalho para os entregadores, acabou ficando marcada pelo conflito entre os próprios trabalhadores.

“Então, a paralisação que era para ser de benefício para todos começou a virar uma guerra civil”, afirmou.

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