Entregadores são os que mais sofrem acidentes de trabalho entre atendidos pelo Hugo
Profissionais somaram 75 dos 518 casos registrados no primeiro trimestre. Prinicipais vítimas são homens de 20 a 49 anos
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Quem trabalha fazendo entregas aparece no grupo mais atingido por acidentes de trabalho que receberam atendimento no Hospital de Urgências de Goiás Dr. Valdemiro Cruz (Hugo) nos primeiros três meses de 2026. Dos 518 trabalhadores atendidos e notificados pela unidade entre janeiro e março, 75 realizavam esta função. O número corresponde a quase um em cada sete casos registrados no período.
O perfil das ocorrências ajuda a explicar a exposição desses profissionais. Mais da metade dos acidentes analisados pelo hospital aconteceu em vias públicas, justamente o ambiente onde entregadores passam boa parte da jornada. Ao todo, 59,3% das notificações tiveram a rua como local do sinistro, sendo que 80,3% dos casos ocorreram durante o dia.
Os números fazem parte do boletim produzido pelo Núcleo Hospitalar de Epidemiologia do Hugo. A unidade registrou, em média, 172 acidentes de trabalho por mês no primeiro trimestre.
Embora os entregadores liderem o levantamento, outras profissões também tiveram quantidade significativa de acidentes. Os pedreiros ficaram em segundo lugar, com 69 ocorrências. Na sequência, aparecem trabalhadores classificados na categoria “Uber”, com 26 registros. Serviços gerais somaram 23 casos, enquanto motoristas de caminhão tiveram 17.

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O levantamento reuniu informações de 117 profissões diferentes. Em todos os 518 registros, a ocupação do trabalhador foi informada.
Conforme os dados do Hugo, 98,3% dos trabalhadores tiveram incapacidade temporária para continuar exercendo suas atividades em razão das lesões. A maior parte dos registros, 63,3%, corresponde a acidentes considerados típicos, aqueles que acontecem enquanto o trabalhador está desempenhando sua atividade. Os demais estão relacionados ao deslocamento entre a casa e o trabalho.
Homens são maioria
O levantamento também revela uma diferença expressiva entre homens e mulheres. Dos 518 trabalhadores registrados, 431 eram homens. Eles representam 83,2% das vítimas.
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A faixa etária mais numerosa foi a de trabalhadores entre 20 e 29 anos, com 143 ocorrências. Esse grupo corresponde a 27,6% do total. Pessoas de 30 a 39 anos representam 23,9% dos casos, e trabalhadores de 40 a 49 anos correspondem a 21%.

Juntas, essas três faixas concentram mais de sete em cada dez acidentes registrados pelo Hugo no período.
Goiânia concentra maior número de vítimas
A maior parte dos trabalhadores atendidos mora na região metropolitana da capital. Goiânia foi o município de residência mais frequente entre as vítimas, com 223 registros, ou 43,1% do total.
Aparecida de Goiânia aparece em segundo lugar, com 112 casos (21,6%), seguida por Senador Canedo, que teve 36 notificações (6,9%).

Apesar da concentração na Grande Goiânia, o levantamento mostra que o atendimento alcançou trabalhadores de outras regiões. Ao todo, as vítimas eram residentes em 76 municípios.
Os dados representam as notificações de acidentes de trabalho feitas pelo Hugo entre janeiro e março de 2026.
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