Mabel diz que demolição do viaduto da Leste-Oeste será ‘última alternativa’
Grupo formado por engenheiros, Crea-GO e TCM vai analisar se estrutura da obra na Avenida Leste-Oeste pode ser recuperada; prefeitura tenta evitar desperdício de R$ 20 milhões já investidos
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A demolição do viaduto da Avenida Leste-Oeste com a Avenida Castelo Branco, em Goiânia, ainda está sobre a mesa, mas deixou de ser tratada como o único caminho. Nesta sexta-feira (7), o prefeito Sandro Mabel (União Brasil) afirmou que a destruição da estrutura será a “última alternativa” e anunciou uma nova avaliação técnica para verificar se o viaduto pode ser recuperado com reforços estruturais. O elevado não está totalmente concluído nem aberto para tráfego superior.
Segundo o prefeito, estudos anteriores concluíram que a estrutura deveria ser demolida, o que representaria um custo estimado de cerca de R$ 20 milhões. Por isso, o gestor disse que pediu novos estudos antes de tomar a decisão definitiva. “Se Deus ajudar e tiver pena do dinheiro da população, não vamos ter que demolir esse viaduto. Nós fizemos todos os estudos possíveis. Esse viaduto foi condenado para ser demolido. São R$ 20 milhões”, afirmou.
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De acordo com o prefeito, a proposta agora é verificar se a estrutura pode ser preservada por meio de reforços, especialmente nas placas laterais, que apresentaram problemas.
“Pedi que fosse feito com gente mais especializada para vermos a possibilidade de fazermos um reforço nele e modificarmos as placas laterais que estão cedendo para aproveitar o viaduto”, disse.

Grupo técnico
Para embasar a decisão, a Prefeitura reuniu representantes do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Goiás (Crea-GO), do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM-GO), do Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia de Goiás (Ibape-GO) e técnicos da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra). O grupo analisará os laudos já elaborados e emitirá uma recomendação técnica sobre o futuro da obra.
Segundo Mabel, somente após esse parecer será definida a solução definitiva. “Na mesa técnica, vamos pegar o Crea, o TCM e especialistas e bater o martelo se nós damos continuidade ao viaduto, fazendo os reforços que estão planejados. Se não tiver essa conclusão, então teremos que fazer a demolição.”
Durante a reunião, integrantes do Crea-GO informaram que as análises preliminares indicam que a subestrutura e a mesoestrutura apresentam condições de aproveitamento. Agora, os estudos se concentram na superestrutura e nos demais elementos que apresentaram inconformidades.

Trânsito
Também nesta sexta-feira, a Prefeitura liberou a primeira pista lateral do complexo viário no sentido Centro-Bairro. A medida, segundo Mabel, reduz os congestionamentos na região e permite que a decisão sobre o futuro do viaduto seja tomada sem a pressão causada pelos transtornos no trânsito.
A segunda pista lateral está em construção e, conforme a administração municipal, deve ser concluída em até 60 dias. Esta obra do complexo viário foi iniciada em 2023 e está paralisada desde julho de 2024, após problemas estruturais identificados durante a execução.