Mãe pede ajuda para custear tratamento do filho de 10 anos que cai várias vezes ao dia, em Goiânia
Mãe e filho se mudaram para Goiânia há cinco meses em busca de tratamento especializado
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A mãe de Arthur Samuel Rodrigues Lima, de 10 anos, pede ajuda para custear o acompanhamento médico e as terapias do filho, diagnosticado com paraparesia espástica com 1 ano e 6 meses. O menino enfrenta dificuldades para caminhar e sofre quedas frequentes, inclusive na escola. Rafaela Rodrigues de Araújo, de 28 anos, mora em Goiânia com o filho desde maio deste ano, quando deixou Goiatuba em busca de atendimento especializado para ele.
Há algumas semanas, Rafaela começou a divulgar uma vaquinha para custear uma avaliação que pode permitir que Arthur faça sessões de reabilitação com exoesqueleto. A avaliação inicial custa R$ 400 e será necessária para verificar se ele pode realizar o tratamento. Cada sessão custa o mesmo valor da avaliação, mas a quantidade necessária só é definida após a consulta inicial.
O exoesqueleto é utilizado em terapias de reabilitação para auxiliar o paciente durante o treino da marcha. Segundo informações da equipe responsável pelo tratamento, durante a sessão, a pessoa precisa realizar esforço para caminhar, enquanto a máquina pode ser ajustada de acordo com a capacidade e a necessidade de cada paciente.
O equipamento permite acompanhar, em tempo real, diferentes parâmetros da marcha, como velocidade, cadência, ângulos dos quadris e joelhos e descarga de peso. Também é possível monitorar o esforço realizado pelo paciente e ajustar o percentual de participação dele no movimento. O objetivo é adequar o nível de esforço exigido durante o treino de acordo com a resposta de cada pessoa.
Como ajudar
Arthur é acompanhado pela Rede Sarah de Hospitais de Reabilitação, em Brasília, há cerca de cinco anos. Os recursos arrecadados serão usados para a avaliação, possíveis sessões e despesas relacionadas ao acompanhamento médico no Distrito Federal. Interessados em ajudar podem contribuir por meio do Pix 713.955.001-85, em nome de Arthur Samuel Rodrigues Lima, pelo Banco do Brasil.

Desempregada, Rafaela cria o filho sozinha na capital e afirma não ter uma rede de apoio que possa auxiliá-la. Separada, ela arca com as despesas da casa com a pensão paga pelo pai de Arthur e um benefício ao qual o menino tem direito.
Ela também relata dificuldade para encontrar um trabalho de meio período, por não ter formação acadêmica e precisar conciliar a rotina profissional com os cuidados do filho.
Laudo aponta piora na caminhada
Um laudo de avaliação realizado em outubro de 2025 aponta perda importante da velocidade de caminhada nos dois anos anteriores, relacionada à maior dificuldade para movimentar os membros inferiores e à redução dos passos.
O documento compara avaliações realizadas em outubro de 2022 e outubro de 2025. No período, a velocidade da marcha caiu de 56 centímetros por segundo para 28 centímetros por segundo. A cadência, que era de 83 passos por minuto, passou para 50 passos por minuto. A duração do ciclo da marcha também aumentou de 1,45 segundo para 2,42 segundos.
A avaliação aponta ainda aumento da flexão dos quadris e joelhos e da dorsiflexão bilateral durante o apoio, indicando maior dificuldade para sustentar o peso sobre os membros inferiores. O relatório registra que Arthur mantém o arrastar das duas pernas durante os ciclos de caminhada devido ao atraso para a flexão proximal.
Mãe relata quedas na escola
Segundo o documento, o menino tem marcha domiciliar limitada com andador, alternando com o engatinhar cruzado. O relatório registra que as quedas são frequentes tanto com quanto sem o andador e que Arthur pode chegar a cair várias vezes ao dia por desequilíbrio, tropeços e falsos passos.
A mãe também relatou à equipe do Sarah aumento do cansaço e das quedas ao longo do tempo. O documento aponta ainda que ela não percebe melhora da força muscular ao longo dos anos.
“Ele está com uma fraqueza muito grande”, contou Rafaela. Segundo ela, Arthur tem caído inclusive na escola e já ficou com os joelhos machucados por causa das quedas.
Cirurgia interrompeu acompanhamento em Brasília
Rafaela conta que Arthur deveria ter retornado ao Sarah no início deste ano, mas precisou passar por uma cirurgia de emergência de apendicite. Segundo ela, o menino teve uma infecção e ficou 31 dias internado, o que fez a família cancelar a viagem para Brasília.
O acompanhamento foi remarcado para outubro. Arthur tem consultas previstas no Sarah entre os dias 28 e 30 deste mês. Para levar o filho à capital federal, Rafaela afirma que também precisa arcar com despesas de transporte e alimentação durante a estadia.

Enquanto isso, Arthur está sem fazer fisioterapia. Segundo a mãe, anteriormente ele realizava fisioterapia adaptada por meio de um plano de saúde, além de atividades físicas. O plano, segundo ela, foi retirado pelo pai do menino.
A família se mudou para Goiânia em maio e, desde então, tenta conseguir atendimento pela rede pública. Recentemente, Arthur passou por uma consulta no Centro de Reabilitação e Ortopedia e Fisioterapia (CROF), de onde recebeu encaminhamento para o Centro Estadual de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo (Crer). Segundo Rafaela, porém, o tratamento ainda depende dos encaminhamentos e da avaliação na rede.
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