Quarta-feira, 02 de Setembro de 2026
PEDIDO DE AJUDA

Mãe deixa trabalho para cuidar de filho que ficou tetraplégico após assalto e pede ajuda para custear curativos em Goiânia

Jovem está acamado, enfrenta lesões por pressão e precisa de pomadas e outros materiais para realizar curativos

Luanna Marques
Por - Goiânia, GO
Publicado em: • Atualizado em:
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A mãe de Pedro Henrique Carvalho Rodrigues, de 24 anos, precisou deixar o trabalho para se dedicar integralmente aos cuidados do filho, que ficou tetraplégico após ser baleado ao reagir a um assalto, em janeiro de 2024, em Brasília. Acamado, o jovem movimenta apenas a cabeça e enfrenta lesões por pressão, conhecidas como escaras, que precisam cicatrizar antes que ele possa avançar no processo de reabilitação. Para isso, Fernanda Carvalho pede ajuda para comprar pomadas e outros materiais necessários para os curativos. A família estima um gasto mensal de cerca de R$ 3 mil.

Segundo Fernanda, a rotina da família, que mora em Goiânia, mudou completamente desde o incidente. Ela trabalhava com serviços de limpeza, mas não conseguiu retornar ao emprego. O marido também está desempregado. Para garantir alguma renda, os dois passaram a vender brigadeiros, mas as vendas não acontecem todos os dias.

Fernanda afirma que recebe parte dos materiais para os curativos por meio da Prefeitura, mas ainda precisa comprar pomadas, placas e outros produtos. Interessados podem contribuir com qualquer valor pelo Pix 62981290577, em nome de Fernanda Carvalho de Moraes.

Assalto deixou jovem tetraplégico

Relatórios médicos apresentados pela família apontam que Pedro sofreu um trauma raquimedular provocado por projétil de arma de fogo, com fraturas na coluna cervical entre C4 e C6. Um documento do Centro Estadual de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo (Crer), de novembro de 2025, registra tetraplegia, dependência quase completa para as atividades da vida diária, lesões por pressão e espasmos musculares intensos.

Segundo Fernanda, o projétil continua alojado na região do pescoço. De acordo com os médicos, a retirada não é indicada neste momento devido aos riscos do procedimento. Pedro também precisa passar por novos exames para avaliação do quadro.

Fernanda conta ainda que não registrou boletim de ocorrência após o assalto. Segundo ela, durante a internação, a prioridade era permanecer ao lado do filho. Ela também afirma que teve medo de procurar as autoridades.

Em uma consulta realizada em 18 de agosto de 2026, a família foi orientada de que as escaras precisam ser tratadas antes de uma nova internação para reabilitação. Na ocasião, também foi constatado que Pedro está desnutrido.

Pedro e o filho dele (Foto: Arquivo enviado ao Mais Goiás)

Família também precisa de cadeira e climatizador

Além dos materiais para os curativos, Fernanda conta que a família precisa de outros equipamentos para melhorar a rotina do filho. A bateria da cadeira de rodas motorizada custa aproximadamente R$ 2,5 mil. Segundo ela, o equipamento ajudava Pedro a sair da cama e se locomover pela casa.

Outro objetivo da família é comprar um climatizador para o quarto do jovem. Segundo Fernanda, o ambiente fica muito quente, o que dificulta ainda mais a recuperação das feridas.

Segundo Fernanda, Pedro também enfrenta um quadro de depressão e tem demonstrado desânimo diante da própria condição. Para ela, a recuperação do filho depende não apenas do tratamento médico, mas também de condições que permitam que ele tenha mais autonomia no dia a dia. “Eu só quero poder ver meu filho voltando a se movimentar. Só isso. Uma mãe desesperada que está pedindo ajuda e eu não sei mais o que fazer”, afirma.

Pedro é pai de um menino de cinco anos. Fernanda tem outras três filhas, que vivem em Brasília. Além dos cuidados com o filho, ela também relata enfrentar problemas de saúde e suspeita de cálculo renal.

Crer afirma que vai acolher a família

Procurado pelo Mais Goiás, o Crer informou que entrará em contato com a família para realizar o acolhimento e agendar atendimento para avaliação das demandas apresentadas.

Segundo a unidade, a situação será analisada de forma individualizada pela equipe de Fisiatria, em conjunto com a equipe multiprofissional, para definir os encaminhamentos necessários, conforme avaliação técnica e assistencial.

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