‘Olhei nos olhos dele e ele acelerou’, diz grávida atropelada no Setor Marista; motorista fugiu sem prestar socorro
Grávida de seis semanas, Kethlen Taynara foi atingida por um Gol prata no Setor Marista e ficou cerca de 24 horas na UTI. Motorista ainda não foi localizado
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Kethlen Taynara, grávida de seis semanas, foi atropelada na tarde de quarta-feira (23), no Setor Marista, em Goiânia. Segundo ela, o motorista de um Gol prata a viu atravessando a rua, acelerou na direção dela e fugiu após o impacto sem prestar socorro. A jovem sofreu traumatismo cranioencefálico, ferimentos no rosto e nos braços e ficou cerca de 24 horas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
“Eu gritei: ‘Moço, pelo amor de Deus!’, porque eu estava olhando nos olhos dele, ele me viu. E ele acelerou e não desviou de mim; ele me acertou. Eu fui jogada para o alto, caí no chão e ele não prestou socorro, só fugiu”, contou.
O acidente aconteceu no cruzamento das ruas 36 e 15. O Registro de Atendimento Integrado (RAI) da Secretaria de Segurança Pública de Goiás registra a ocorrência às 16h58 e classifica o caso como atropelamento e lesão corporal culposa no trânsito.
Pessoas que estavam próximas ajudaram Kethlen e acionaram o socorro. Segundo ela, um homem chegou a tentar acompanhar o veículo para identificar a placa, mas não retornou ao local. Imagens registraram o momento do atropelamento e mostram o carro deixando a região. Um veículo vermelho também parou para ajudar a vítima.
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Kethlen afirma que não conhece o motorista e não acredita que o atropelamento tenha sido provocado de propósito. “Não conheço o carro, nunca vi a pessoa, nem imagino que seja alguém conhecido. Não tenho conflito com ninguém para parecer que seja algo de propósito”, disse.
Próximos dias são cruciais para o bebê
A maior preocupação agora é acompanhar a gravidez. Segundo Kethlen, os exames iniciais não apontaram risco imediato para o bebê, mas ela ainda precisa passar por novas avaliações.

“Por enquanto tá tudo bem. A gente só vai ter certeza após as próximas avaliações, porque tem que aguardar a evolução. Mas, do risco imediato, tá tudo bem”, afirmou.
Além dos ferimentos, a jovem relata também o impacto emocional após o acidente.
“Além das dores físicas que eu ainda tô sentindo, da pancada, das escoriações, o emocional pesa. Foi um risco de quase morte, quase perder o bebê. Eu estou grávida. Doeu o emocional, as lembranças, quando passo por lá, quando lembro do acontecido, de ver o carro vindo na minha direção e acelerando”, contou a jovem.
A família busca imagens de câmeras que possam ajudar a identificar o veículo e o motorista. O caso foi encaminhado para a 8ª Delegacia de Polícia de Goiânia.
O Mais Goiás questionou a Polícia Civil se o motorista já foi identificado ou se há atualizações sobre o crime, mas não obteve retorno até a publicação da reportagem. O espaço permanece aberto para manifestação.
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