‘Milagre diário’: bebê que passou por cirurgia ainda na barriga da mãe completa seis meses em Goiânia
Luna Vitória foi submetida a uma cirurgia intrauterina durante a gestação e agora aguarda um novo procedimento no Hospital das Clínicas da UFG
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A pequena Luna Vitória completou seis meses no último dia 12 de agosto. Para a mãe, a entregadora por aplicativo, Flaviana Magda Santos, cada dia ao lado da filha representa uma vitória. A bebê passou por uma cirurgia ainda durante a gestação e, agora, aguarda um novo procedimento, previsto para setembro, no Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás (HC-UFG), em Goiânia. “Ela é o meu milagre diário. Apesar de todos os desafios, ela é um exemplo de superação”, afirmou a mãe ao Mais Goiás.
Segundo Flaviana, Luna tem apresentado evolução dentro das próprias limitações. “A cabecinha continua crescendo, ela ainda não consegue se sentar sozinha, mas vem se desenvolvendo dentro das possibilidades dela. Os médicos dizem que, depois da cirurgia, ela poderá evoluir ainda mais”, conta.
Flaviana tenta conciliar os cuidados com a filha e a necessidade de manter a renda da casa. Atualmente, ela não consegue mais trabalhar durante a semana. As entregas por aplicativo, que antes eram a principal fonte de renda da família, passaram a ser feitas apenas aos fins de semana e, ainda assim, quando o estado de saúde da bebê permite.
“Ela tem consultas, exames e precisa de acompanhamento constante. Não consigo manter uma rotina de trabalho normal”, explica.
Além de Luna, Flaviana é mãe de outras duas meninas, de 17 e 7 anos. A rotina, segundo ela, é cansativa, mas o esforço é necessário para garantir os cuidados de que a filha precisa.
“Muitas vezes, trabalho aos fins de semana mesmo cansada, porque é a única forma que encontrei de tentar conciliar as duas coisas. É uma rotina muito puxada, mas faço tudo pensando nela e no que posso proporcionar para que ela tenha o tratamento e os cuidados de que precisa.”
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Diagnóstico
A luta de Flaviana começou ainda durante a gestação. No sétimo mês de gravidez, os médicos identificaram uma alteração no desenvolvimento da bebê provocada pelo acúmulo excessivo de líquido no cérebro. Para reduzir a pressão e tentar preservar o desenvolvimento neurológico da criança, a equipe médica realizou uma cirurgia intrauterina e implantou um shunt, dispositivo utilizado para drenar o excesso de líquido.
Desde então, a rotina da família passou a ser marcada por consultas, exames e acompanhamento médico constante.
De acordo com o relatório mais recente do HC-UFG, Luna apresenta aumento progressivo do perímetro cefálico e atraso no desenvolvimento neuropsicomotor. O documento também aponta a necessidade de acompanhamento multidisciplinar e de uma nova cirurgia para implantação de uma derivação ventrículo-peritoneal.
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Nova cirurgia
A última consulta com a equipe de neurocirurgia ocorreu em 13 de julho. Segundo Flaviana, os médicos identificaram uma pequena membrana no aqueduto mesencefálico, responsável por uma obstrução, além de alterações em estruturas cerebrais, como o fórnix, os hipocampos e o corpo caloso.
A nova cirurgia já foi autorizada pelo Estado, e a família aguarda o chamado do Hospital das Clínicas para que o procedimento seja realizado.
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