Quarta-feira, 29 de Julho de 2026
EM INVESTIGAÇÃO

‘Vai para a cadeia’, diz Mabel após nova agressão contra coletores de lixo em Goiânia

Motociclista foi preso por agredir e tentar atropelar coletor. Quatro casos do tipo foram registrados em dois meses

Pedro Moura
Por - Goiânia, GO
Publicado em:
Motociclista preso suspeito de agressão - (Foto: reprodução/GCM)

O prefeito Sandro Mabel usou as redes sociais para se manifestar após a prisão de um motociclista investigado por agredir e tentar atropelar um coletor de lixo, em Goiânia, na última terça-feira (28). Em vídeo, o mandatário municipal adotou tom duro contra a violência direcionada aos servidores e prestadores de serviço público.

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“Não vou tolerar. Já estou em contato com a procuradoria para punir esses agressores também no âmbito municipal. Já orientei a GCM, vai atrás dos malandros. Quem mexer com funcionários públicos vai para a cadeia. Eu não aceito que maltratem funcionários públicos”, declarou o prefeito.

Agressão 

O motociclista, de 50 anos, foi preso suspeito de ameaçar e danificar um caminhão de coleta do Consórcio Limpa Gyn em um novo caso de agressão contra trabalhadores da limpeza na capital. Este é o quarto episódio em dois meses. A prisão ocorreu na terça-feira (28), um dia depois do crime ocorrido na Vila Santa Helena, segundo a Guarda Civil Municipal (GCM). 

Imagens de câmeras de segurança do caminhão registraram o momento em que o suspeito tenta atropelar um dos coletores de lixo depois de atirar uma pedra contra o veículo. As filmagens também mostram as vítimas revidando e agredindo o motociclista, que foi localizado e preso em uma oficina de caminhões, onde trabalha. 

A GCM chegou até o suspeito após denúncia da LimpaGyn. O motociclista foi encaminhado à Central Geral de Flagrantes, onde foi autuado por crimes de lesão corporal dolosa e dano qualificado com violência ou grave ameaça à pessoa. As causas que levaram o investigado a agredir os trabalhadores são apuradas pela Polícia Civil (PC). 

Quarta agressão em dois meses 

Em nota, o Consórcio Limpa Gyn afirmou que o caso é a quarta ocorrência de violência contra colaboradores da companhia em apenas dois meses, sendo que um dos episódios ocorreu na semana passada. Ainda de acordo com a empresa, foi registrado boletim de ocorrência e o colaborador recebeu o atendimento por parte da empresa (veja nota completa abaixo).

Nota Consócio Limpa Gyn

“Consórcio Limpa Gyn repudia mais um ato de violência praticado contra um motorista da equipe de coleta domiciliar, durante a execução dos serviços de limpeza urbana em Goiânia.

Essa é a quarta ocorrência de violência contra colaboradores do Consórcio em apenas dois meses, sendo que um dos episódios deu-se na semana passada. 

O caso ocorreu na noite desta segunda-feira, por volta das 21h, no Setor Santa Helena. Durante a realização da coleta, um motociclista, inconformado com a parada momentânea do caminhão, necessária para a execução do serviço, posicionou sua motocicleta em frente ao veículo, impedindo a continuidade da operação. 

Ao descer da cabine para solicitar que retirasse a motocicleta, o motorista foi agredido quando o homem empurrou a porta do caminhão contra ele, atingindo seu braço e sua cabeça. Na sequência, o motociclista quebrou o retrovisor do caminhão e arremessou uma pedra contra o motorista, atingindo-o no rosto. Ao fugir do local, o autor ainda tentou atropelar um dos coletores que integravam a equipe.

A Polícia Militar e a Guarda Civil Municipal foram acionadas e compareceram ao local. O autor havia fugido antes da chegada das equipes, mas foi posteriormente identificado e preso pela Guarda Civil Municipal.

Foi registrado boletim de ocorrência, e o colaborador recebeu o atendimento necessário, sendo submetido aos procedimentos legais cabíveis e ao acompanhamento da equipe de Assistência Social do Consórcio.

O Limpa Gyn reafirma seu compromisso com a segurança de suas equipes e com a valorização dos profissionais que, diariamente, desempenham um serviço essencial para a limpeza urbana e para a qualidade de vida da população. 

A empresa espera que os responsáveis por atos de violência contra seus colaboradores sejam devidamente responsabilizados, reforçando que agressões contra trabalhadores que atuam em benefício da coletividade são inaceitáveis”.

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