SEGURANÇA PÚBLICA

GO: IA Contra o Crime resolveu 1,4 mil crimes em 6 meses, diz Copom

SSP-GO defende continuidade do sistema e diz que expansão vai alcançar a maioria dos municípios goianos, cerca de 198 cidades

Imagem operacional
Expansão do sistema IA Contra o Crime prevê alcance de até 194 cidades goianas (Foto: Aulus Rincon)

O sistema IA Contra o Crime já integra a rotina da segurança pública em Goiás e é utilizado de forma contínua no apoio a investigações e ações policiais. Segundo o tenente-coronel Marcos Rogério Maias, comandante do Copom, a tecnologia mudou a dinâmica do trabalho nas ruas e acelerou a resposta a crimes no estado. “Hoje ele já faz parte da nossa rotina. Utilizamos o sistema 24 horas e ele tem nos auxiliado de forma descomunal na solução dos crimes”, afirmou. Dados da Secretaria de Segurança Pública mostram que a ferramenta auxiliou na elucidação de 1,4 mil crimes nos últimos seis meses e contribuiu para a prisão de mais de 300 suspeitos envolvidos em crimes violentos, como homicídios, estupros e feminicídios.

O secretário de Segurança Pública, coronel Renato Brum dos Santos, afirma que o sistema integra dados de diferentes bases para apoiar investigações e operações. “É uma plataforma que integra análise de dados, monitoramento em tempo real e sistemas operacionais. Ela não substitui o policial, mas amplia a capacidade de resposta das forças de segurança”, disse. Ele explica que a ferramenta cruza informações como boletins de ocorrência, mandados de prisão, placas veiculares e alertas em tempo real.

No Copom, o sistema é usado de forma contínua no monitoramento de ocorrências. Segundo o tenente-coronel Marcos Rogério Maias, a tecnologia reduziu o tempo de resposta nas investigações. “Hoje ele já faz parte da nossa rotina. Utilizamos o sistema 24 horas e ele tem nos auxiliado de forma descomunal na solução dos crimes”, afirmou.

Imagem do centro de controle
Tecnologia de videomonitoramento integra análise de dados e reconhecimento de imagens em tempo real, segundo a SSP-GO (Foto: Aulus Rincon)

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Na prática, o fluxo operacional começa com a ocorrência registrada no sistema. A partir daí, a inteligência artificial cruza imagens e dados para tentar reconstruir trajetórias e identificar suspeitos. Ele afirma que a ausência da ferramenta teria impacto direto na atuação policial. “Essa tecnologia é hoje crucial, imprescindível para o nosso trabalho”, disse.

Segundo o comandante, situações envolvendo veículos sem identificação estão entre os principais exemplos de uso da tecnologia. “Tivemos um caso em que o veículo estava rodando sem placa. Foi localizado. Depois identificamos o mesmo veículo rodando com a placa. A partir disso conseguimos chegar ao proprietário e ao condutor”, relatou.

Imagem registrada durante a coletiva
Secretário de Segurança Pública de Goiás defende ampliação do sistema IA Contra o Crime e afirma que tecnologia é essencial (Fotos: Hegon Correa)

Funcionamento no centro de comando

O sistema opera dentro do Centro de Controle e Comando da Polícia Militar, onde equipes monitoram imagens em tempo real e alimentam a plataforma com informações sobre ocorrências.

Os dados são cruzados automaticamente com registros anteriores e padrões de comportamento, permitindo que o sistema gere possíveis correspondências e auxilie na tomada de decisão das equipes em campo.

Na prática, descrições simples, como um veículo sem placa ou com características específicas, são transformadas em buscas automatizadas que ajudam a reconstruir trajetos e localizar alvos de investigação.

Expansão e disputa judicial

O programa prevê expansão para 194 municípios goianos, com cerca de 5 mil câmeras até 2030. Atualmente, segundo a Secretaria de Segurança Pública, o sistema opera em fase funcional em nove cidades.

A ampliação ocorre em meio à suspensão judicial do contrato de R$ 304,8 milhões, determinada pela Justiça de Goiás. A decisão atende a um pedido do Ministério Público de Goiás (MPGO), que questiona o modelo de contratação e aponta possíveis irregularidades na estrutura do projeto.

O MPGO cita indícios de possível burla ao processo licitatório, uso de estatal como intermediária na contratação de empresa privada e dúvidas sobre a capacidade técnica da estrutura envolvida na execução do sistema. O órgão também levanta preocupações sobre o tratamento de dados biométricos da população.

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