Sexta-feira, 28 de Agosto de 2026
DECISÃO

Justiça arquiva processo criminal contra síndico detido por andar armado em condomínio de Goiânia

Carlos Eduardo alegou ter saído para checar alarme de cerca elétrica rompida; MPGO entendeu que não há justa causa para dar prosseguimento ao caso

Por - Goiânia, GO
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Justiça arquiva processo criminal contra síndico detido por andar armado em condomínio de Goiânia

A Justiça homologou pedido de arquivamento em processo criminal contra o advogado Carlos Eduardo Freitas Araújo, de 42 anos, preso em flagrante no condomínio em que é síndico, no setor Faiçalville, em Goiânia, por porte ilegal de arma de fogo. O caso aconteceu em março deste ano e a decisão foi proferida pela juíza Ana Cláudia Veloso Magalhães, nesta sexta-feira (28).

A magistrada atendeu à manifestação do Ministério Público de Goiás (MPGO), que entendeu pelo arquivamento dos autos por ausência de justa causa da ação penal. “A homologação do arquivamento revela-se medida adequada e necessária, especialmente diante da inexistência de prejuízo à eventual reabertura do feito”, afirmou a juíza. Ela reforçou, contudo, que, caso exista uma vítima, ela tem 30 dias para pedir a revisão, conforme o Código de Processo Penal (CPP).

Carlos Eduardo foi detido após ir armado às áreas comuns e garagem do condomínio por volta das 23h50 do dia 12 de março de 2026 para checar o rompimento da cerca elétrica e uma possível tentativa de invasão. À época, os moradores declararam apoio ao síndico pela atuação.

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Alarme e crimes recorrentes

Ao Mais Goiás, o síndico informou que saiu armado para verificar uma possível invasão após ouvir o alarme da cerca elétrica, que estava rompida. Segundo ele, já foram cinco tentativas de assalto no condomínio. Apesar do acionamento das autoridades, Carlos disse que os condôminos sabiam que ele havia ido ao local verificar o que tinha acontecido.

Ele também compartilhou com o portal a nota de esclarecimento aos moradores. Segundo ele, os mesmos indivíduos que já tentaram assaltar o condomínio em outros momentos arrebentaram a cerca tentando entrar novamente. “Quando percebi a movimentação, peguei minha carabina registrada e fui verificar a situação no condomínio. Ao perceberem minha presença, os indivíduos correram e foram embora, sem conseguir levar nada. Graças a Deus, ninguém se feriu e não houve prejuízo.”

Carlos informou que foi à delegacia e conversou com o delegado, e a situação foi esclarecida. “Atualmente existe um processo relacionado ao porte da arma, mas toda a documentação da minha arma está regular e estou tranquilo, pois a situação será resolvida dentro da lei.”

Apesar de ter o registro de posse das armas, a legislação permite a utilização apenas no interior da residência. O síndico pagou fiança de R$ 1.621 e foi liberado.

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