Sexta-feira, 28 de Agosto de 2026
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Vídeo mostra teste de míssil nuclear promovido por Putin; assista

Lançamento do míssil de Putin ocorre três dias depois de diretor da CIA ira a Moscou discutir tensão com a aliança

Da Redação
Por - Goiânia, GO
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Míssil disparado pelo governo Putin, na Rússia

(Folhapress) Três dias após o chefe da espionagem americana visitar Moscou para discutir a crise entre a Rússia e a Otan em torno da Guerra da Ucrânia, o governo de Vladimir Putin testou nesta sexta-feira (28) um míssil para ataque nuclear intercontinental.

Na terça-feira (25), o diretor da CIA, John Ratcliffe, fez uma viagem cercada de mistério para a capital russa, onde se encontrou com seu homólogo, Serguei Narichkin.

Segundo relatos obtidos pela Folha e outros meios, eles conversaram sobre a crescente tensão entre Moscou e integrantes da aliança militar ocidental, particularmente o Reino Unido.

Na segunda (24), o premiê britânico, Andy Burnham, foi a Kiev para acompanhar a celebração do Dia da Independência local com Volodimir Zelenski. Prometeu que facilitará a transferência de tecnologia para a construção de letais mísseis de cruzeiro Storm Shadow pelos ucranianos.

Londres e Paris, que operam modelo idêntico, forneceram alguns desses mísseis a Kiev na guerra. Mas eles não foram empregados em quantidade ou contra alvos sensíveis na Rússia, sendo mais usados nas áreas ocupadas pelos russos da própria Ucrânia.

O anúncio veio logo após os britânicos terem vendido drones de ataque de curto alcance para os ucranianos. Ambos os movimentos fizeram o Kremlin dizer que considerava indústrias bélicas do Reino Unido, dentro ou fora do vizinho, como alvos legítimos.

Essa ameaça já havia sido feita em 2024, e limitou o escopo da ajuda britânica em termos de armas ofensivas ao país invadido pela Rússia em 2022.

Agora, ela se une à troca crescente de acusações entre Moscou e os Estados Bálticos, que temem algum tipo de ação russas por serem os membros mais expostos da aliança ocidental.

O Kremlin nega a intenção de atacar ou promover ações híbridas, como a Alemanha está prestes a denunciar no caso dos drones com explosivos encontrados perto de um avião com armas da Ucrânia em Leipzig, no mês passado.

Ainda assim, Putin deu seu pouco sutil recado. O disparo desta sexta ocorreu do cosmódromo de Plesetsk, próximo ao Ártico e à fronteira europeia russa. De lá, um lançador móvel disparou um míssil RS-24 Iars, o modelo mais comum do arsenal de ICBM (míssil balístico intercontinental, na sigla inglesa) da Rússia.

A arma voou cerca de 6.700 km, sempre sobre solo russo, para atingir o campo de testes de Kura, na península da Kamtchatka, no Pacífico. Segundo o Ministério da Defesa russo, foram entregues com sucesso ogivas desarmadas múltiplas ao alvo.

O Iars pode ser lançado de silos, mas sua maior funcionalidade é a mobilidade, o que dificulta ser alvejado em ataques preventivos. Ele carrega até três ogivas nucleares com potência de 200 quilotons, ou cerca de 15 bombas de Hiroshima, cada.

A Rússia tem o maior arsenal nuclear do mundo, seguida de perto pelos EUA, com mais de 5.400 armas. Em termos de capacidades, são equivalentes, mas o país eurasiano tem uma variedade maior de meios de emprego da bomba.

Já o Reino Unido tem o quinto maior estoque de ogivas do planeta, 225 ogivas, todas em mísseis Trident embarcados em submarinos.

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