INVESTIGAÇÃO

“Maior pena foi perder a filha no dia do aniversário”, diz delegado sobre pais de Maria Fernanda

Inquérito por abandono momentâneo de incapaz será enviado à Justiça, que decidirá sobre eventual pena ou perdão judicial aos pais

Foto de aniversário da bebê
Casal deixou a filha em casa para ir até represa (Foto: reprodução / redes sociais)

O delegado Ramon Queiroz afirmou que caberá à Justiça decidir se os pais de Maria Fernanda Cândido da Rocha, de dois anos, terão direito ao perdão judicial. A menina foi encontrada morta no leito de um rio em Doverlândia, na quarta-feira (17), dia em que completaria aniversário. O inquérito da Polícia Civil apura a conduta dos responsáveis no momento do desaparecimento.

Para o delegado, o casal já sofreu a consequência mais dura possível diante da tragédia. “A maior responsabilização que eles poderiam ter, eles tiveram, que é a perda da única filha deles no dia do aniversário dela”, declarou Ramon Queiroz.

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Apesar disso, a Polícia Civil deve indiciar formalmente os pais por abandono momentâneo de incapaz. Segundo a investigação, a criança ficou sozinha dentro da residência enquanto os responsáveis se afastaram para ir até uma represa próxima. Maria Fernanda não tinha condições de permanecer sem supervisão.

Com a conclusão do inquérito, o caso será encaminhado ao Judiciário, que decidirá sobre eventual pena ou sobre a aplicação do perdão judicial. “Caberá ao Poder Judiciário avaliar se eles terão esse benefício do perdão”, afirmou o delegado.

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