DETALHE

Mulher internada à força pela mãe em clínica de Goiânia é servidora do TJGO

A mulher internada compulsoriamente em uma clínica psiquiátrica pela mãe e que motivou ação da…

Justiça pauta recurso sobre suposta invasão de fazenda histórica em áreas nobres de Goiânia
Justiça pauta recurso sobre suposta invasão de fazenda histórica em áreas nobres de Goiânia (Foto: TJGO)

A mulher internada compulsoriamente em uma clínica psiquiátrica pela mãe e que motivou ação da Polícia Civil de Goiás (PCGO), na quinta-feira (14), é assessora do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO). Segundo a corporação, ela brigava por uma herança de família e a internação ocorreu um dia antes de audiência de bens, em maio deste ano.

“É questão de divisão patrimonial. Elas [mãe e irmã] estavam meio inconformadas com os bens que tinham ficado para a vítima. É patrimônio da família”, disse a delegada Gabriela Adas ao G1. Segundo ela, a servidora não tinha boa relação com a mãe e a irmã, que também estaria envolvida.

A operação da PCGO foi motivada pela internação de uma mulher à força pela própria mãe para que não comparecesse a uma audiência e assim comprometesse o andamento de um processo judicial de interesse familiar, em Goiânia, conforme a corporação. A situação ocorreu em maio e ela ficou 24 horas presa no local, até que foi resgatada por policiais e uma advogada, ambos acionados pelo marido dela, que registrou o desaparecimento e percebeu que o carro da cunhada estava próximo à casa deles no dia do sumiço.

Foram presos o dono da clínica, Leonardo Carneiro, e o irmão dele, Christiano Carneiro, a enfermeira e gerente do local, Rosane Oliveira, e a funcionária Andiara Costa. Os crimes são de associação criminosa, cárcere privado, sequestro e lesão corporal.

A corporação apurou, ainda, que Christiano cobrava R$ 500 para fazer essa “captura” dos pacientes. A irmã e a mãe da vítima vão responder por sequestro e furto, pois levaram um computador da casa da vítima. Elas também foram presas, mas não tiveram as identidades reveladas.

A clínica informou por nota à TV Anhanguera que o local está em condições legais para continuar atendendo. O Mais Goiás mantém o espaço aberto para todos que tenham o interesse de se manifestar.

LEIA TAMBÉM: