Defesa diz que mulher presa pela morte de Delson Carlos está ‘abalada’ e teme ‘julgamento público’
Advogados dizem que episódio possui “contornos mais complexos” e que sequência dos acontecimentos ainda será esclarecida
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A defesa de Renata de Almeida Pedreira e Sousa, de 56 anos, presa preventivamente pela morte do jornalista Delson Carlos Barros, afirmou que a suspeita está “profundamente abalada emocionalmente” e teme um “julgamento público antecipado”. Renata está detida desde sábado (25), em Goiânia. Segundo os advogados, as informações divulgadas até agora são fragmentadas e não apresentam todo o contexto dos acontecimentos que antecederam a morte.
Em nota, a defesa afirmou que Renata ainda tenta compreender a dimensão do que ocorreu naquela noite e classificou o episódio como marcado por “intensa tensão”, “conflito físico” e circunstâncias que, segundo os advogados, só poderão ser reconstruídas após a análise completa das provas.
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Os representantes da suspeita disseram que o caso não pode ser reduzido a uma narrativa simplificada e que a sequência dos acontecimentos, o contexto anterior ao confronto, a atuação das pessoas envolvidas, possíveis interesses pessoais e os elementos periciais ainda serão apurados pelas autoridades.

Morte de Delson Carlos
Delson foi morto a facadas na noite de sexta-feira (24), dentro do apartamento onde morava, no Residencial Dom Lourenço, no Setor Bueno, em Goiânia. As investigações apontam que o crime ocorreu durante uma confraternização no imóvel, onde estavam o jornalista, o companheiro dele — que deixou o local antes dos ataques —, Renata e a companheira dela.
Segundo a Polícia Civil, Delson morava no apartamento há cerca de cinco anos, em um imóvel cedido por Renata. A suspeita teria ido ao local para pedir a desocupação do apartamento e, durante a discussão, teria ocorrido o confronto que terminou na morte do jornalista. Conforme a apuração policial, Renata teria pegado uma faca e atingido Delson na região do peito. A companheira dela teria tentado intervir e também foi ferida.
Após ser atingido, Delson ainda tentou deixar o apartamento, mas morreu no corredor do quinto andar do prédio.

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Suspeita encontrada com duas facas
Depois do crime, Renata permaneceu trancada no imóvel por cerca de quatro horas, em uma ocorrência que mobilizou equipes de gerenciamento de crise. Durante o episódio, o cachorro de Delson Carlos também foi morto. A suspeita foi retirada do apartamento por policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope). Segundo as informações apuradas, durante a contenção, ela estaria com duas facas nas mãos. A dentista foi presa em flagrante e teve a prisão convertida em preventiva.
A defesa afirmou ainda ter convicção de que, após a análise dos elementos do inquérito, a sociedade compreenderá que o episódio possui “contornos muito mais complexos” do que os inicialmente divulgados. Os advogados também manifestaram respeito pela morte do jornalista e solidariedade aos familiares e demais envolvidos.
A Polícia Civil continua investigando o caso para esclarecer a dinâmica do crime e a motivação da discussão que terminou na morte do jornalista.
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