Pefil falso: polícia aponta novo suspeito de divulgar conteúdo íntimo de mulher em Paraúna
Primeiro investigado detido foi solto pela Justiça, mas ainda responderá por descumprimento de medida protetiva
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A Polícia Civil identificou e indiciou um homem suspeito de divulgar conteúdos íntimos de uma professora de Paraúna, na segunda-feira (17). Inicialmente, o ex-namorado da vítima era investigado pelo crime e chegou a ser preso.
Com a conclusão do inquérito, o delegado Lucas Guimarães Chagas pediu a soltura dele, que também é professor. Contudo, o ex-namorado da vítima também havia descumprido medida protetiva, apesar de não ter feito o vazamento de fotos por meio de conta falsa.
O delegado confirmou a situação em inquérito, mas como este descumprimento não ocorreu “com uso de violência ou ameaça”, disse que a prisão cautelar não era mais necessária. O professor foi indiciado por descumprimento de medida protetivas. Já o suspeito de divulgar as imagens íntimas foi por divulgação de foto íntima e ameaça.
Advogada do professor, Danielly Cristina disse que o IP utilizado no vazamento era, inclusive, de outro município. Ao Mais Goiás, ela confirmou que o descumprimento de medida protetiva foi um pedido de desculpas, por meio de mensagem, que o cliente enviou pelo Telegram à vítima. Afirmou, ainda, que entrará como assistente de acusação contra o acusado de criar o perfil falso e tomará todas as medidas cabíveis.
Verdadeiro responsável
O delegado Lucas Guimarães Chagas disse que foi possível identificar o IP (endereço exclusivo que identifica um dispositivo na Internet ou em uma rede local) utilizado pelo suspeito na conta falsa em São Luís de Montes Belos. Durante depoimento, o investigado confessou o crime e disse que criou a conta falsa por mágoa da vítima, com quem também teve um relacionamento no passado.
Sobre a prisão do primeiro suspeito, Lucas afirma que, no mesmo dia da criação do perfil falso que enviou ameaças, ele também procurou a vítima pelo Telegram. Além disso, a professora havia afirmado que só tinha enviado a foto íntima para ele – mas depois admitiu que outra pessoa tinha recebido -, fora a medida protetiva.
“Foi coincidência, aliado a outras circunstâncias, como o fato dele ser obsessivo pela vítima.” Já o homem que confessou a criação do perfil falso não foi preso, mas responderá pelo crime de divulgação de foto íntima e ameaça, com aumento de pena por motivo de vingança. A pena pode superar seis anos.
Solto
A Justiça determinou, nesta terça-feira (18), a soltura do ex-namorado da professora. Contudo, a juíza Lima de Morais Tassi manteve as seguintes medidas protetivas:
- Não se aproximar da vítima ou de familiares e testemunhas;
- Não frequentar a residência da familiares da vítima;
- Não manter contato com a vítima, familiares ou testemunhas.
Nota da defesa do primeiro suspeito:
“Em resposta às informações divulgadas pela mídia, os advogados do Sr. V.S.A. esclarecem que não houve qualquer espécie de ameaça por sua parte, e que as medidas judiciais cabíveis contra os responsáveis pelo fato serão adotadas.”
Barbosa & Ferreira Advocacia