Prefeitura de Goiânia deflagra operação para atualizar cadastro imobiliário
Atualização será realizada em diversos condomínios na cidade que estão com seus dados irregulares
Ir direto pra matériaA Prefeitura de Goiânia, por meio da Secretaria Municipal de Finanças (Sefin), deflagrou uma operação nesta quarta-feira (22) visando a atualização no Cadastro Imobiliário da Prefeitura de Goiânia e do perfil dos imóveis. A ação foi motivada após constatações de divergências que levaram ao prejuízo na arrecadação de R$ 200 milhões.
A operação está sendo deflagrada em um condomínio horizontal e conta a presença de 11 auditores de tributos para a vistoria de 286 lotes. Segundo o superintendente de Administração Tributária da Prefeitura de Goiânia, Lucas Morais, o serviço de inteligência interno encontrou algumas irregularidades e elas deverão ser confirmadas durante a ação dos fiscais. “Foram encontrados altos indícios, mas comprovaremos esses indícios com a ida até esses lugares”, destaca.
Lucas ainda ressalta que foram realizadas imagens aéreas em 2016 e estão sendo consideradas apenas as modificação feitas a partir desse período. Notas fiscais de prestação de serviços de execução de obras também estão sendo levados em conta para a regularização do cadastro.
“No Cadastro Imobiliário consta que está como lote vago, tem o lançamento como Imposto Territorial Urbano, ou seja, a alíquota varia sobre o valor tributado de 1% a 4%. Se for constatado um edificação, o valor venal, ou seja, estabelecido pelo Poder Público, é maior, mas a alíquota tem uma diminuição de 2% a 1%”, explica.
Apesar disso, Lucas ressalta que, mesmo que haja um aumento de arrecadação, esse não é o objetivo imediato da operação. Porém, ele afirma que será realizado a alteração de impostos e acrescido o Imposto Sobre Serviço (ISS), que não é cobrado ao contribuinte devido a falta de regularização.
O valor dos imóveis, que é calculado por meio da pontuação que compõe o Banco de Informações Cadastrais (BIC), também será regularizado pela operação. “Serão avaliados o tipo de piso, encanação hidráulica e de energia, pois isso impacta sobre a sua pontuação e, consequentemente, sobre o valor do metro quadrado. Para se ter uma ideia, o preço venal pode variar de R$ 76 até 3.346,00”, destaca.
A fiscalização também deve eliminar divergências no tamanho de metragens da área construída e de edificações concluídas, mas que constam no sistema como paralisadas ou em construção, além de verificar ausências de aprovações de projetos e o Certificado de Conclusão de Obras. A operação deve ser finalizada em até seis meses.
Os contribuintes que tiverem irregularidades constatadas na operação, serão notificados e receberão multas. Lucas recomenda que as pessoas se apresentem de forma espontânea, antes da chegada da fiscalização. Dessa forma, segundo Lucas, o morador estará isento da aplicação de algum tipo de penalidade.
“O contribuinte terá o direito de defesa, pois esse dinheiro não chega de imediato aos cofres públicos. Sem essa atualização, a contribuição chega apresentar 30% de baixa na receita Municipal, devido essa irregularidades”, aponta.