Sábado, 19 de Setembro de 2026
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Caso Beatryz Emelly: tio é condenado a 45 anos de prisão por matar adolescente em Britânia

Paulo César Fagundes de Oliveira também terá de pagar R$ 10 mil aos familiares de Beatryz Emelly

Por - Goiânia, GO
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Paulo César Fagundes Beatryz Emelly Tio de consideração é condenado a 45 anos de prisão por matar adolescente de 14 anos em Britânia

O tio de consideração que confessou ter matado a adolescente Beatryz Emelly Nunes da Silva Ferreira, de 14 anos, a pauladas em Britânia, interior de Goiás, foi condenado a 45 anos 4 meses e 20 dias de prisão. Paulo César Fagundes de Oliveira foi julgado pelo Tribunal do Júri de Aruanã e condenado, inicialmente em regime fechado, pelos crimes de feminicídio, estupro e ocultação de cadáver.

O juiz Joviano Carneiro Neto também determinou que o réu pague R$ 10 mil por danos morais aos familiares da vítima.

Adolescente foi morta em janeiro

Beatryz saiu de casa no dia 20 de janeiro de 2026, de bicicleta, para ajudar Paulo e a esposa dele com a leitura de alguns documentos. Ela não retornou e passou a ser procurada pela família.

Após a mãe comunicar o desaparecimento à Polícia Militar (PM), equipes de segurança iniciaram as buscas. Durante as diligências, os investigadores chegaram à residência de Paulo, onde havia informações de que a adolescente teria sido vista pela última vez.

  • Tio confessa assassinato de Beatryz Emilly em Britânia; ouça o áudio

Segundo a denúncia do Ministério Público de Goiás (MP-GO), o acusado usou violência física contra Beatryz e praticou atos libidinosos antes de matá-la. Depois, teria enterrado o corpo no quintal da residência para tentar garantir a impunidade pelo crime sexual.

A denúncia aponta ainda que, durante uma luta corporal, Paulo utilizou um pedaço de madeira para atingir a cabeça da adolescente. Após a queda da vítima, ele teria usado uma arma branca para cortar o pescoço dela, provocando a morte, conforme laudo de exame cadavérico.

O corpo foi arrastado até o quintal e enterrado em uma escavação que já existia no terreno. A bicicleta usada por Beatryz também teria sido escondida para dificultar as buscas.

Acusado alegou inicialmente que adolescente foi “mal-educada”

Durante a investigação, Paulo afirmou inicialmente que havia agredido Beatryz porque ela teria sido “grossa” e “mal-educada”. A alegação, porém, não foi reconhecida como a motivação do crime na sentença.

De acordo com o MP-GO, o assassinato ocorreu em contexto relacionado à tentativa de assegurar a impunidade pelo estupro.

A esposa de Paulo também foi mencionada por ele no depoimento inicial como alguém que teria participado da ação. Ela negou envolvimento no assassinato. As informações do processo apresentadas não esclarecem eventual indiciamento ou responsabilização dela.

Defesa tentou afastar feminicídio e estupro

Durante o julgamento, a defesa pediu a desclassificação do feminicídio e a absolvição de Paulo pelo crime de estupro, sob alegação de ausência de prova da materialidade.

O Conselho de Sentença, no entanto, reconheceu a materialidade e a autoria dos três crimes.

O juiz Joviano Carneiro Neto considerou como circunstância relevante a grave quebra da relação de confiança familiar, já que Beatryz era sobrinha de consideração do acusado.

As penas foram estabelecidas da seguinte forma:

  • Feminicídio: 35 anos, 4 meses e 20 dias de reclusão;
  • Estupro: 9 anos de reclusão;
  • Ocultação de cadáver: 1 ano de reclusão.

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