Psicóloga é proibida de publicar conteúdo discriminatório sobre contratação de petistas
Justiça estabelece multa diária de R$ 5 mil se a psicóloga descumprir a ordem de retirada do vídeo e publicar conteúdos discriminatórios
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A psicóloga e empresária Mara Cristina Pacheco Suassuna terá de apagar das redes sociais um vídeo em que fala sobre pedidos de empresários para contratar trabalhadores que não sejam petistas. A determinação é da Justiça do Trabalho. Além de retirar a gravação do ar, ela e sua empresa estão proibidas de publicar novos conteúdos que estimulem a discriminação política na hora de selecionar funcionários. Se descumprirem a ordem, poderão pagar multa diária de R$ 5 mil.
A decisão aconteceu depois de uma ação apresentada pelo Ministério Público do Trabalho em Goiás (MPT-GO). O órgão questionou o conteúdo publicado pela psicóloga, que trabalha com recrutamento e seleção. Na gravação, ela conta que recebeu ligações e mensagens de empresários interessados em encontrar profissionais que não fossem filiados ou simpatizantes do PT.
Ao explicar a situação, Mara diz que considera importante haver uma identificação entre os valores da empresa e os de quem trabalha nela. Durante o vídeo, menciona honestidade, respeito à vida e às relações humanas como princípios que, na avaliação dela, devem orientar uma contratação.
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A publicação também chamou a atenção do Conselho Regional de Psicologia da 9ª Região (CRP-09), que divulgou uma nota de repúdio. O conselho se posicionou contra o uso da preferência política como critério para escolher quem pode ou não ocupar uma vaga de emprego.
Na manifestação, o CRP-09 lembrou que a legislação brasileira proíbe a discriminação no acesso ao trabalho por convicção política. Entre as normas citadas estão a Constituição Federal, a Convenção nº 111 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a Lei nº 9.029/1995.
O conselho também destacou que a seleção de candidatos feita por psicólogos deve considerar a formação, a experiência e as exigências de cada função. A orientação política não deve fazer parte dos critérios de avaliação.
Após a repercussão do vídeo, o CRP-09 informou que tomaria providências para apurar a conduta da profissional. O processo corre em sigilo, com garantia do direito de defesa e do contraditório.
O Mais Goiás tentou localizar a defesa da psicóloga Mara Cristina Pacheco Suassuna para que ela pudesse se manifestar sobre a decisão, mas não obteve sucesso. O espaço segue aberto para posicionamento.
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