Três irmãs de Aparecida de Goiânia que estavam desaparecidas são encontradas
Jovens de 12, 13 e 17 anos fugiram de casa e estavam escondidas na casa de um conhecido que foi preso por ter mantido relações sexuais com uma delas
Ir direto pra matériaAs três irmãs de Aparecida de Goiânia que estavam desaparecidas desde o último dia 19 foram encontradas nesta quinta-feira (25), em uma residência no Setor Jardim São Domingos, na região Noroeste de Goiânia. As jovens de 12, 13 e 17 anos estavam escondidas na casa de um rapaz, de 19, que conheceram pela internet. Ele foi preso em flagrante por ter mantido relações sexuais com uma das meninas.
O titular da 2° Delegacia Regional de Polícia, André Fernandes, contou que no dia 19, ao perceberem a ausência das filhas, os pais procuraram a Polícia Civil. Inicialmente, a suspeita é de que as garotas haviam sido sequestradas, pois não era possível entrar em contato com as mesmas.
A PC iniciou as investigações e conseguiu encontrar, na data de ontem (24), o bairro em que as meninas estavam escondidas. Após as buscas, a residência onde elas estavam escondidas foi identificada. “Ao chegar na residência encontramos as meninas bem, elas conheceram o dono dessa casa pela internet e ele permitiu que elas ficassem lá. Este rapaz foi preso em flagrante por estupro de vulnerável, pois ficou provado que ele manteve relações sexuais com a garota de 13 anos”, explicou o delegado.
Segundo André, as garotas saíram espontaneamente de casa, por estarem descontentes com a relação que levavam com os pais. De acordo com o delegado, o pai e a mãe das meninas eram muito rigorosos, mas não ficou provado caso de negligência, tortura ou maus tratos.
As garotas foram encaminhadas para o Instituto Médico Legal (IML) para a realização de exame de corpo de delito que, segundo o delegado, deve mostrar se houve outras práticas de estupro ou ingestão de drogas e bebidas. Após os exames, as jovens podem voltar para casa.
André explica que, como não ficou provada nenhuma ação dos pais que prejudicasse as garotas, elas podem voltar a viver com eles. “Nós constatamos que foi um momento de crise familiar que gerou um desequilíbrio e acabou culminando na fuga das meninas. Mas elas estão bem e os pais participaram conosco de todas as etapas da investigação, acreditamos que a situação vai se normalizar” conclui o delegado.