Suspeito de integrar grupo que desviou R$ 80 milhões da Educação é preso na BR-153, em Hidrolândia
Jovem de 21 anos foi localizado durante abordagem em Hidrolândia. Operação Overclean apura suspeitas de fraudes em contratos da educação que ultrapassam R$ 80 milhões
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Um dos homens procurados pela Operação Overclean, que investiga um suposto esquema de desvio envolvendo mais de R$ 80 milhões em contratos da educação de Belo Horizonte (MG), foi preso dentro de um ônibus na BR-153, em Hidrolândia, na zona rural de Goiás. O jovem de 21 anos estava a caminho de São Paulo quando foi localizado pela polícia, na noite de quinta-feira (17).
Segundo informações da PM, os policiais abordaram o ônibus durante uma fiscalização e fizeram uma consulta aos sistemas. Durante a verificação, foi constatado que havia contra o jovem um mandado de prisão preventiva expedido pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) em 14 de setembro, relacionado a uma investigação por estelionato.
O investigado foi identificado como Wesley Mendes de Freitas. A prisão ocorreu durante uma ação conjunta da 26ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM), do Grupo de Radiopatrulha Aérea (Graer) e das Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (Rotam).
Após a prisão, ele foi levado para a Superintendência Regional da Polícia Federal, em Goiânia.
Investigação sobre contratos da educação
A prisão ocorreu no mesmo dia em que a Polícia Federal deflagrou a 10ª fase da Operação Overclean. A investigação apura suspeitas de irregularidades em processos de contratação ligados a educação de Belo Horizonte, entre 2024 e 2025, durante a gestão do ex-prefeito Fuad Noman, que morreu em março de 2025.
De acordo com a PF, pelo menos três contratos investigados ultrapassam, juntos, R$ 80 milhões. Os processos envolvem a contratação de serviços e o fornecimento de materiais didáticos. Outros também estão sendo analisados pelos investigadores.
Na nova fase da operação, foram cumpridos 24 mandados de busca e apreensão em Minas Gerais, Bahia, São Paulo, Tocantins, Paraná e Espírito Santo. Entre os alvos estão o ex-secretário municipal Bruno Barral, o empresário José Marcos de Moura, conhecido como “Rei do Lixo”, e os irmãos Fábio e Alex Parente.
A Polícia Federal também solicitou autorização para cumprir um mandado contra ACM Neto (União Brasil), candidato ao governo da Bahia. O pedido recebeu parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR), mas foi negado pelo ministro Nunes Marques.
A PF investiga a possível atuação de uma organização criminosa em processos de contratação da Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte e com núcleo responsável pelo transporte de dinheiro em espécie.
As suspeitas incluem possíveis crimes contra a administração pública, fraude em licitações e contratos, organização criminosa e lavagem de dinheiro. As investigações continuam.