Estudante da UEG, candidato a deputado Wilker Leão é preso após pintar muro da UnB
Wilker foi detido em flagrante por suspeita de dano ao patrimônio da União
Ir direto pra matéria
O candidato a deputado federal e youtuber Wilker Leão (Novo) foi preso em flagrante neste domingo (27), após pintar, sem autorização, um muro do Instituto de Artes (IdA) da Universidade de Brasília (UnB). Segundo a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), ele foi detido por suspeita de dano ao patrimônio da União e levado à Polícia Federal (PF) junto com outro homem que gravava a ação.
Wilker é estudante de História da UEG, no campus de Formosa. Antes, ele cursava História na UnB, mas foi expulso da universidade em setembro de 2025.
A ocorrência deste domingo também envolveu agressões contra estudantes. A UnB informou, em nota, que houve atos de violência e depredação do patrimônio público no local. Imagens que circulam nas redes sociais mostram um grupo de homens agredindo pelo menos um estudante no Instituto de Artes.
A universidade afirmou que está adotando medidas administrativas e jurídicas para apurar o caso e responsabilizar os envolvidos.
Segundo a PMDF, os policiais foram acionados por volta das 17h após uma denúncia de pintura não autorizada em um muro do IdA. Uma equipe foi até o local e encontrou Wilker, que acabou preso em flagrante. O outro homem detido com ele, conforme o registro da ocorrência, fazia imagens da pintura. Os dois foram encaminhados à Polícia Federal.
A universidade informou que acionou o protocolo de segurança diante da situação e que prestará apoio aos integrantes da comunidade acadêmica atingidos. A UnB também declarou que não havia informado, até a publicação da nota, se algum estudante precisou de atendimento hospitalar em razão das agressões.
A prisão de Leão ocorreu durante o período em que candidatos estão sujeitos à restrição eleitoral de prisão. A legislação, porém, permite a detenção em caso de flagrante delito.
Expulsão da UnB
Wilker Leão já havia estudado na própria Universidade de Brasília. Ele foi expulso da instituição em setembro de 2025, após episódios envolvendo gravações de aulas sem autorização e conflitos com professores e estudantes. Em abril deste ano, o influenciador foi condenado a um ano e 11 meses de detenção por injúria e difamação, em processo relacionado às gravações feitas dentro da universidade.