Domingo, 23 de Agosto de 2026
DE VOLTA

Quasar estreia “Céu de Pêssego” em Goiânia

Nova criação de Henrique Rodovalho chega ao Teatro Rio Vermelho no dia 13 de setembro; ingressos custam de R$ 27 a R$ 80

Juliana Carnevalli
Por - Goiânia, GO
Publicado em: • Atualizado em:
Quasar_Jorge Sato

Depois de estrear no MASP, em São Paulo, a Quasar Cia de Dança traz para a cidade onde nasceu seu trabalho mais recente. “Céu de Pêssego” será apresentado em Goiânia no dia 13 de setembro, às 19h, no Teatro Rio Vermelho, com ingressos entre R$ 27 e R$ 80.

A chegada tem um significado particular para a companhia. Fundada em Goiânia em 1988 por Vera Bicalho e Henrique Rodovalho, a Quasar completa 38 anos em 2026. E a obra que agora chega à capital goiana trata justamente de questões como maturidade, passagem do tempo, desejo, relações humanas e a beleza do que é passageiro.

A coreografia é assinada por Henrique Rodovalho e reúne Carolina Amares, Daniela Moraes, Fabiana Nunes, Jorge Garcia, Luciane Fontanella, Luiz Oliveira, Samuel Kavalerski e Silvia Maia.

Um elenco marcado pela experiência

“Céu de Pêssego” nasceu de uma escolha que atravessa toda a montagem: em vez de buscar uniformidade ou juventude no elenco, Rodovalho reuniu artistas com trajetórias já consolidadas na dança.

Há ex-integrantes da própria Quasar, bailarinos que já haviam trabalhado com a linguagem do coreógrafo e outros que se aproximaram desse vocabulário durante o novo processo criativo.

Os currículos passam por companhias como Grupo Corpo, Balé da Cidade de São Paulo, São Paulo Companhia de Dança, Companhia de Dança Deborah Colker, Balé Teatro Guaíra e Cisne Negro Cia de Dança.

A experiência de cada intérprete também se transforma em material para a coreografia. A proposta, segundo Rodovalho, foi criar um encontro no qual as histórias e personalidades dos bailarinos pudessem atravessar o trabalho.

Do MASP a Goiânia

Aos 38 anos, Quasar volta para casa com espetáculo sobre o tempo – Foto: Jorge Sato

O espetáculo estreou nacionalmente em agosto de 2025, no MASP, durante a 7ª Semana Paulista de Dança. A montagem marcou ainda o retorno da Quasar aos palcos depois de um período de hiato e foi o primeiro projeto da companhia desenvolvido integralmente em São Paulo.

Em dezembro daquele ano, voltou à capital paulista para uma temporada no Sesc Vila Mariana e ganhou novas apresentações em 2026.

O trabalho também colocou Henrique Rodovalho entre os indicados ao Prêmio APCA 2025, na categoria Coreografia/Criação. Na imprensa especializada, a revista Bravo! definiu a montagem como um “poema coreográfico” ao abordar afastamentos e reencontros.

Por que “Céu de Pêssego”?

O título parte daquele breve momento do entardecer em que o céu assume tons de pêssego antes que a luz desapareça.

A imagem serve de metáfora para uma coreografia que trata da efemeridade e das transformações provocadas pelo tempo. O envelhecimento, porém, não é apresentado como perda de potência. A experiência acumulada pelos artistas é incorporada ao movimento e se torna parte central da criação.

Mesmo com um elenco predominantemente formado por bailarinos maduros, a montagem preserva a exigência física característica da Quasar. Solos, duos, trios e movimentos de conjunto mantêm elementos que acompanham a linguagem da companhia ao longo de quase quatro décadas, como fragmentação dos movimentos, humor, imprevisibilidade e exploração visual.

Marcas que desaparecem no palco

A passagem do tempo também aparece na cenografia. Um chão de veludo cinza registra temporariamente os movimentos dos bailarinos: os corpos deixam desenhos e rastros sobre o material, que se modificam à medida que outros movimentos ocupam o espaço.

O cenário é assinado por Cássio Brasil e Henrique Rodovalho. Cássio também responde pelos figurinos, enquanto a trilha sonora original é de Lívia Nestrovski e Fred Ferreira.

Assim como o céu que dá nome à montagem, as marcas existem por alguns instantes antes de se transformarem novamente.

Depois de uma trajetória que levou a dança criada em Goiás para palcos do Brasil e do exterior, a apresentação de “Céu de Pêssego” fecha esse movimento de maneira simbólica: uma companhia que atravessa quase quatro décadas retorna à cidade onde nasceu com uma obra dedicada justamente ao que o tempo deixa nos corpos.

ANOTA AÍ

Céu de Pêssego — Quasar Cia de Dança
Data: 13 de setembro de 2026 (domingo)
Horário: 19h
Local: Teatro Rio Vermelho — Centro de Convenções de Goiânia
Endereço: Rua 4, nº 1.400, Centro, Goiânia
Duração: 50 minutos
Classificação: livre
Ingressos: plataforma Diskingressos – de R$ 27 a R$ 80

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Categorias:
Dança Divirta-se
Tags:
Dança Goiânia Quasar