Por que “Vaca Brava”? A curiosa origem do nome de um dos parques mais famosos de Goiânia
E esse ainda é o apelido do parque, o nome oficial é Sulivan Silvestre
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Eu posso apostar que muitos goianos já arrancaram risos de turistas ao citar o Parque Vaca Brava. Um nome do qual já estamos acostumados e já nem achamos lá tão diferente. E muitas vezes, após a risada do desavisado que não conhecia o parque, geralmente vem a pergunta: por que o Parque Vaca Brava tem esse nome?
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O nome curioso de um dos espaços verdes mais conhecidos de Goiânia surgiu muito antes de o parque existir e está ligado à história da área, que no passado era marcada por um terreno alagadiço, brejos, córregos e animais que frequentemente atolavam no terreno.
Oficialmente chamado de Parque Sulivan Silvestre, o espaço recebeu esse nome em homenagem ao ambientalista Sulivan Silvestre, que também presidiu a então Fundação Nacional do Índio (Funai). Já a denominação popular “Vaca Brava” está relacionada ao córrego Vaca Brava que corta a região e ao antigo uso da área.
Décadas atrás, o terreno servia de passagem para animais de grande porte que circulavam pela região. Na época, a área fazia parte de uma paisagem rural, ainda comum em Goiânia antes do avanço da urbanização.
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Como o solo era bastante úmido e instável, vacas não domesticadas atolavam com frequência. Os episódios eram comuns a ponto de o lugar ficar conhecido como “Vaca Brava”.
Como surgiu o Parque Vaca Brava?
Na década de 1950, a antiga fazenda foi vendida para a iniciativa privada e a região começou a ser alvo de projetos de ocupação e loteamento.
Moradores do entorno, preocupados com os impactos que as construções poderiam provocar no córrego e na nascente, buscaram apoio para investigar a situação ambiental da área.

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Nesse processo, Sulivan Silvestre teve participação na defesa da preservação do local. Estudos apontaram a importância de proteger a nascente do córrego Vaca Brava, que passou a ser considerada Área de Preservação Permanente (APP).
A criação do parque surgiu justamente com o objetivo de preservar a nascente e a área verde ao redor do córrego.
O processo, no entanto, levou décadas. A área chegou a ser destinada ao loteamento, mas a mobilização da comunidade e os estudos ambientais contribuíram para a preservação do espaço.
Sulivan morreu em 1999, aos 36 anos, em um acidente aéreo. O avião bimotor em que o ambientalista estava caiu em Goiânia, provocando também a morte de outras três pessoas.
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Como é o parque hoje?
Atualmente, o parque ocupa cerca de 79,8 mil metros quadrados e preserva uma área verde em meio a uma das regiões mais movimentadas de Goiânia.
O espaço tem um lago com fonte, bosque, espécies nativas de fauna e flora e uma pista de caminhada de aproximadamente 1,1 quilômetro que contorna a área.
Também há área de lazer infantil, estação de ginástica e trilhas internas, além da presença frequente de pássaros e outros animais silvestres.
Ao redor do parque, a paisagem mudou completamente em relação à antiga fazenda. Hoje, a região reúne bares, restaurantes, lojas, escolas, clínicas, hospital, edifícios residenciais e o Goiânia Shopping.
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