‘Não é porque têm dinheiro que não sofrem’, diz Luciele Di Camargo sobre esposas de jogadores
Mulher do ex-jogador Denilson, goiana acompanha as WAGs no reality 'Convocadas'
“Muitas delas abrem mão da própria vida profissional e da própria estabilidade emocional para manter a deles [jogadores]. Não é porque alguém tem dinheiro que não sofre. Esse trabalho as humaniza”. Essa é a fala da goiana Luciele Di Camargo sobre as esposas de jogadores da seleção brasileira na Copa do Mundo.
Casada com o ex-jogador e hoje comentarista da Globo Denilson, a atriz de 48 anos está à frente do Convocadas, reality do Globoplay que acompanha a rotina das esposas e companheiras dos atletas convocados.
Sofredoras, as WAGs — sigla em inglês para “wives and girlfriends” — se reuniram na noite da última quarta-feira (17) no restaurante de luxo L’Avenue at Saks, em Nova York, nos Estados Unidos, para o aniversário de Gabrielle Severo, esposa do zagueiro Gabriel Magalhães.
Luciele afirma ainda que achou as mulheres dos jogadores da seleção muito “maduras“. “Me deparei com algumas muito conscientes do papel que exercem como companheiras e pilares importantes na vida dos atletas”, diz. Então tá.
Segundo a irmã de Zezé di Camargo, apesar dos privilégios proporcionados pela carreira dos craques, os desafios emocionais das WAGs são semelhantes aos de qualquer outra família. Tadinhas!
Entre os relatos que mais a marcaram durante as entrevistas para o Convocadas, Luciele cita o depoimento de Duda Fournier, esposa do meio-campista Lucas Paquetá, que se abriu sobre as crises de ansiedade, síndrome do pânico e depressão enfrentadas nos últimos anos.
Outro momento que a impactou foi ouvir sobre os ataques sofridos pela família do zagueiro Marquinhos após a eliminação do Brasil na Copa de 2022, quando ele perdeu um pênalti contra a Croácia. “A cobrança não fica apenas com o atleta, mas se estende aos parentes e isso é muito pesado”, opina.
A apresentadora afirma que o projeto também mudou sua relação com o futebol. Antes pouco interessada pelo esporte, ela diz que passou a ver mais jogos e a buscar entender melhor os bastidores da trajetória dos atletas.
“É realmente um mundo à parte que envolve pessoas de todas as idades e consegue unir muita gente. O Denilson assiste a jogos o dia todo”, afirma. Após a experiência, Luciele conta ter a intenção de continuar investindo em projetos que deem visibilidade a histórias femininas que normalmente ficam longe dos holofotes.