Líder nas pesquisas, Álvaro Dias desiste de disputar o Senado no Paraná; veja motivo
Álvaro Dias afirma não ter encontrado condições políticas de sustentar candidatura ao Senado e diz que "arranjos" prevaleceram
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(O Globo) O ex-governador do Paraná e ex-senador Álvaro Dias (MDB) anunciou nesta segunda-feira a desistência da candidatura ao Senado, mesmo ocupando a liderança das pesquisas de intenção de voto no estado. Dentro de seu partido, Dias era cotado para integrar a chapa majoritária do ex-secretário estadual de Infraestrutura Sandro Alex, escolhido como sucessor do atual governador, Ratinho Júnior (PSD). Em um comunicado divulgado nas redes sociais, Dias disse, no entanto, que não encontrou dentro do grupo político as condições necessárias para se manter candidato.
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Na nota, Dias também agradeceu “as manifestações de apoio reveladas por pesquisas de opinião” e disse que, em função disso, havia aceitado se candidatar ao Senado, mesmo afastado da Casa há três anos. O ex-governador, no entanto, afirmou que prevaleceram “os arranjos, as composições e a vontade dos políticos”.”Infelizmente, compreendi que hoje não existem, dentro do grupo político liderado pelo governador, as condições necessárias para construir essa unidade que eu tanto almejei, também em torno do meu nome”, acrescentou.
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Na última pesquisa Genial/Quaest, divulgada na semana passada, Dias teve 20% das intenções de voto, na frente de outros adversários, como o presidente da Assembleia Legislativa, Alexandre Curi (Republicanos), o ex-deputado federal Deltan Dallagnol (Novo) e a ex-ministra Gleisi Hoffmann (PT), os três com 10% cada. Com o ex-governador fora da disputa, Curi chega a 14%, enquanto Dallagnol tem 12% e a candidata petista registra 11%. Na mudança de cenário, o deputado federal Filipe Barros (PL) também sai de 10% e passa a ter 12%.
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A saída de Alvaro Dias também acontece na sequência da decisão do ex-prefeito de Curitiba, Rafael Greca (PSD), que anunciou na semana passada que abriria mão de ser candidato ao governo para ser vice de Sandro Alex. A chapa também inclui a indicação de Curi para o Senado, mas a segunda vaga para a Casa segue em aberto.
Próximo ao prazo limite estabelecido pela Justiça Eleitoral para a definição final das candidaturas, o grupo do governador considera deixar o posto vazio e manter o presidente da Assembleia como candidato único ou o indicar para a vaga a jornalista Cristina Graelm, que chegou ao segundo turno em 2024 na disputa pela prefeitura de Curitiba.

Após passagens pelo PMB, União Brasil e Podemos, Cristina aceitou se filiar ao PSD no início deste ano a convite de Ratinho Júnior, que a teria oferecido uma vaga na chapa majoritária. Desde então, a hipótese da comunicadora tem provocado incômodo dentro do grupo político do governador no estado, em especial do Republicanos, que ameaça não embarcar na chapa se a jornalista for incluída. Interlocutores argumentam que ela atrapalharia os planos do presidente da Curi, que precisaria disputar os votos dos eleitores da direita com Graelm.
Uma candidatura de Cristina também tende a desagradar o atual prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel (PSD). Em 2024, os dois disputaram o apoio dos eleitores de direita na capital paranaense. Os dois trocaram farpas e acusações em debates e peças publicitárias. Além disso, apesar de Pimentel ter escolhido como vice o ex-deputado Paulo Martins (Novo), na época filiado ao PL, Graeml recebeu o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em um vídeo publicado nas redes sociais.