Argentina: do trauma de 2014 à glória do tri e o sonho do tetra
Neste domingo (19), no MetLife Stadium, a seleção de Lionel Messi e companhia têm a chance de erguer a quarta taça mundial para os hermanos
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O sonho do tetracampeonato da Argentina está mais vivo do que nunca. Neste domingo (19), no MetLife Stadium, a seleção de Lionel Messi e companhia têm a chance de erguer a quarta Copa do Mundo para os hermanos, que disputam a terceira final do torneio em quatro Copas disputadas.
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Desde 2014, quando Mario Götze marcou o gol do tetra da Alemanha na prorrogação no Maracanã, que a seleção albiceleste perseguia o terceiro troféu em Copas, principalmente porque tem em campo ninguém menos que o gênio Lionel Messi. Depois do vice no mundial do Brasil, o time do então treinador Jorge Sampaoli ainda amargaria dois vice-campeonatos seguidos em edições de Copa América e uma dolorosa eliminação para a França em 2018, em um 4 a 3 que representou um dos melhores jogos da competição.
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Em 2021, o time já comandado por Lionel Scaloni conquistaria a primeira de duas Copas América seguidas. No Brasil, contra a própria seleção brasileira de Tite em gol marcado por Di María, e outra em 2024 contra a Colômbia, nos Estados Unidos, também com placar mínimo de 1 a 0, porém, com o tento do título assinalado apenas na prorrogação.
O tri em 2022

No ano seguinte, a glória absoluta: a conquista do tricampeonato mundial diante dos então atuais bicampeões do mundo, na Copa do Catar 2022. Não sem antes uma estreia decepcionante, na derrota por 2 a 1 para a Arábia Saudita, de virada. Foi o único deslize daquele time na competição.
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Na grande decisão do torneio, após abrir 2 a 0 no placar, a Argentina viu a França igualar o duelo, que terminou em 3 a 3 com atuação decisiva do goleiro Emiliano Martínez. Nas penalidades, o goleiro brilharia novamente e os hermanos ergueriam a terceira Copa do Mundo de sua história.
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Solidez
Desde então, a seleção do técnico Lionel Scaloni viveu tempos de glória, com direito a passeio nas Eliminatória da América do Sul, liderança isolada e uma classificação conquistada de forma antecipada em exibição de gala contra o Brasil no Estádio Monumental de Núñez, em Buenos Aires. Com placar de 4 a 1, em março do ano passado, a vitória dos hermanos culminou na demissão de Dorival Júnior.

A campanha até a final
Após uma primeira fase sem sustos, com verdadeiros passeios da Argentina contra Argélia, Áustria e Jordânia, sofrendo apenas um gol, o mata-mata se provou ser uma prova de fogo e de controle mental para os atuais tricampeões.
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Contra Cabo Verde, na fase 16 avos de final, um jogo duríssimo na vitória por 3 a 2 sobre a seleção do goleiro Vozinha, que chegou a empatar a partida duas vezes. A classificação, no entretanto, só veio no segundo tempo da prorrogação, em gol contra de Diney Borges.
O maior desafio argentino no mata-mata foi diante do Egito. Os egípcios estavam com 2 a 0 no placar até os 22 minutos do segundo tempo. No entanto, a Argentina buscou a virada em incríveis 14 minutos, com Romero, Messi e Enzo Fernández.

Nas quartas , a Argentina abriu cedo o placar contra a Suíça com Mac Allister, aos 10′ do primeiro tempo, mas não conseguiu ampliar e viu Ndoye empatar aos 22′ da etapa final. Só no segundo tempo da prorrogação é que a classificação veio, com Julián Álvarez e Lautaro Martínez, mesmo com o suíço Embolo expulso desde os 27′ do segundo tempo.
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Para vencer a Inglaterra, não foi diferente. Porém, os hermanos não precisaram da prorrogação. Gordon abriu o placar aos 9′ do segundo tempo. Mas Enzo Fernández e Lautaro Martínez, aos 40′ e aos 46′ do segundo tempo, isso mesmo, em seis minutos, buscaram mais uma virada para os finalistas.
Para que a imagem acima se repita nesta Copa do Mundo, a Argentina vai precisar manter o foco do início ao fim da partida na tarde de hoje em Nova Jersey, contra uma Espanha que não permitiu à França respirar ou ter qualquer esperança de virada na semifinal.
