Caos na seleção de Senegal: hotel sem chef, técnico sem salário e bônus bloqueado
Imprensa do continente africano apura que, por trás de má campanha de Senegal, estão problemas sérios nos bastidores
A péssima campanha de Senegal na Copa do Mundo pode estar relacionada a uma crise nos bastidores da seleção. Jornais do continente africano relatam uma série de problemas, que vão desde a ausência de um chef de cozinha no hotel em que os jogadores estão hospedados até atraso de cinco meses no salário do técnico, Pape Thiaw.
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Até o momento, Senegal jogou duas vezes e perdeu as duas. A primeira partida foi contra a França, no dia 16 de junho (placar de 3 a 1), e a segunda, contra a Noruega no dia 22 (placar de 3 a 2). O time do atacante Sadio Mané enfrenta o Iraque na última rodada da primeira fase e precisa não só vencer para ter chance de se classificar, como também fazer um bom saldo de gols.
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De acordo com o Sports News Africa, a insatisfação dos atletas com o hotel que que estão hospedados é grande. De acordo com a reportagem, o estabelecimento seria “austero” demais. Há relatos de que esse hotel não tem chef de cozinha, o que estaria obrigando os jogadores a pedir comida fora para se alimentar.
Enquanto enfrentam dificuldades logísticas, eles teriam descoberto que alguns membros da Federação Senegalesa de Futebol estão alojados em acomodações luxuosas nos Estados Unidos, com seus respectivos familiares e despesas pagas pela entidade.

É para o bolso dos dirigentes que o dinheiro da federação está sendo direcionado? Os jogadores não têm certeza, mas fato é que até hoje eles não receberam o bônus a que tem direito por classificar a seleção para Copa do Mundo. Esse recurso foi pago pela Fifa à federação de cada país há meses, mas em Senegal ele não chegou a quem devia.
Existe ainda uma situação constrangedora relacionada ao técnico, Pape Thiaw. Segundo a imprensa, ele estaria com os salários atrasados há cinco meses e o contrato teria expirado. A federação teria dito que está cuidando de outros assuntos e que depois vai tratar da questão de Thiaw, o que foi visto como uma estratégia para ganhar tempo e só renovar o contrato com o técnico se os Leões tivessem bom desempenho na Copa.
Na última entrevista que concedeu, o técnico contemporizou e disse que a sua pendência contratual e salarial com os dirigentes do futebol senegalês estava sanada e que o foco era a Copa.
