Com Anápolis e Goiatuba, competição terá 24 clubes em 2027; edição de 2028 rebaixará seis
CBF amplia número de participantes na próxima temporada da Série C e prevê novo crescimento no ano seguinte
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O Campeonato Brasileiro da Série C passará por uma ampliação e contará com 24 clubes na próxima temporada, quatro a mais em relação à edição encerrada no último sábado (24), com o título do Maringá. Além disso, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) também já confirmou uma nova expansão para 2028, quando o torneio terá 28 participantes. Anápolis, que garantiu a permanência na primeira fase, e Goiatuba que subiu via repescagem da Série D, serão os representantes goianos no torneio.
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A mudança faz parte de um planejamento da entidade para ampliar a presença de clubes de diferentes regiões do país, aumentar o alcance da competição e fortalecer o calendário nacional. A partir de 2028, além do crescimento no número de equipes, a Série C terá um novo formato de disputa.
Goiás terá dois representantes na terceira divisão
Anápolis e Goiatuba garantiram presença na Série C de 2027 por caminhos diferentes. O Goiatuba conquistou a vaga por meio da Série D do Campeonato Brasileiro, ao lado de ABC, ASA, Gama, Nacional-AM e Uberlândia. Já o Anápolis integra a lista de participantes da próxima edição da terceira divisão. Para a próxima temporada, o Galo da Comarca anunciou recentemente a contratação do novo técnico Edson Silva para a vaga deixada por Luan Carlos.
A Série C de 2027 também receberá Maringá, Ferroviária, Santa Cruz e Inter de Limeira, que conquistaram o acesso à Série B. Em contrapartida, Itabaiana-SE e Confiança-SE foram rebaixados e deixam a competição.
Seis rebaixados em 2028
Apesar do aumento no número de participantes, a Série C manterá o modelo de disputa utilizado na edição de 2026 na próxima temporada. O campeonato continuará dividido em primeira fase, segunda fase e final, enquanto o número de clubes rebaixados permanecerá em dois.
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A principal mudança estrutural está prevista para 2028. A partir daquele ano, os 28 participantes serão distribuídos em dois grupos de 14 equipes, com confrontos de ida e volta. Ao fim da competição, seis clubes serão rebaixados para a Série D de 2029.
CBF projeta crescimento da competição
O diretor de Competições da CBF, Julio Avellar, avaliou positivamente o desempenho da Série C e destacou que a ampliação representa uma nova etapa no desenvolvimento do torneio. Segundo ele, o aumento no número de participantes também elevará a quantidade de partidas disputadas.
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“Quero exaltar as duas partidas da final, que foram bem acirradas. Parabéns ao Maringá e à Ferroviária. É a última vez que teremos este formato na Série C. No ano que vem, teremos 24 clubes, com um aumento no número de jogos”, afirmou à CBF TV.
Avellar também ressaltou que a expansão para 28 equipes, prevista para 2028, integra as mudanças anunciadas pela entidade e deve contribuir para a continuidade do crescimento da competição.

Futebol do interior ganha destaque
A conquista do Maringá também foi celebrada pelo presidente da Federação Paranaense de Futebol, Hélio Cury Filho. Ele destacou o desempenho das equipes do interior do Paraná e lembrou que o estado já havia conquistado a Série C com o Operário, em 2018. Na avaliação do dirigente, o título reforça o trabalho desenvolvido pelos clubes paranaenses, que também tiveram o Londrina como vice-campeão da competição na temporada anterior.
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“É uma felicidade muito grande. A conquista do Maringá consolida o trabalho que eles têm realizado. O futebol do interior do Paraná é muito forte e isso tem se mostrado, seja pelo Operário, seja agora pelo Maringá e pelo próprio Londrina, que no ano passado ficou com o segundo lugar na Série C. Estamos muito felizes com o trabalho que está sendo realizado principalmente pelos nossos clubes do interior”, celebrou Cury.

O presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF), Reinaldo Carneiro Bastos, por sua vez, destacou a presença de aproximadamente 11,5 mil torcedores na Arena Luminosa e considerou justa a vitória do Maringá por 2 a 1 na decisão.
O dirigente também alertou os quatro clubes que garantiram o acesso à Série B — Maringá, Ferroviária, Inter de Limeira e Santa Cruz — sobre os desafios da próxima divisão. Para ele, a manutenção de boas práticas administrativas será fundamental para enfrentar o nível de exigência da competição.
“A Série C é uma competição difícil e que foi se alterando durante esta edição. O futebol brasileiro nas divisões inferiores tem crescido, os clubes estão se organizando melhor, têm menos impactos financeiros, são mais responsáveis. (…) Espero que Maringá, Ferroviária, Inter (de Limeira) e Santa Cruz se conscientizem de que agora estão em uma divisão mais difícil e complicada. O mais importante é levarem tudo o que fizeram de correto”, concluiu.