Estado monta gabinete para antecipar e combater efeitos do El Niño em Goiás
Estrutura vai reunir órgãos públicos para monitorar riscos, antecipar ocorrências e coordenar respostas durante o período de estiagem de 2026/2027
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O governo do Estado de Goiás criou um gabinete para acompanhar o avanço da estiagem, prevenir incêndios florestais e agir diante de problemas provocados pelo El Niño, fenômeno que deve proporcionar condições climáticas atípicas em 2026 e 2027. O Gabinete de Ações Integradas (GAI) foi instituído por decreto na quarta-feira (26), mas já está em funcionamento desde o dia 18 de agosto, e terá o Corpo de Bombeiros como coordenador das ações.
A proposta é reunir informações de diferentes órgãos em um mesmo sistema de acompanhamento para identificar situações de risco antes que elas se agravem. O grupo vai observar dados sobre previsão do tempo, focos de calor, disponibilidade de água, qualidade do ar e temperaturas, além de acompanhar as operações realizadas durante eventuais emergências.
Uma Sala de Situação funcionará de forma contínua enquanto o gabinete estiver ativo. O espaço vai concentrar diariamente as informações sobre as condições ambientais e produzir relatórios para ajudar o governo a decidir onde e quando será necessário mobilizar equipes e recursos.
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Tecnologia será usada para prever riscos
O monitoramento vai contar com ferramentas como imagens de satélite, drones, geoprocessamento e sistemas de acompanhamento meteorológico. O plano também prevê o uso de inteligência artificial e análise de dados para identificar áreas com maior possibilidade de queimadas.
Informações produzidas pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) estarão entre as utilizadas pela estrutura. A intenção é que os dados permitam uma resposta mais rápida, principalmente em períodos em que calor, baixa umidade e falta de chuva aumentam a possibilidade de incêndios.
Alertas

Além de acompanhar os riscos, o GAI vai poder divulgar alertas para a população e elaborar pareceres técnicos para auxiliar o governo em decisões relacionadas a situações de emergência ou calamidade pública.
O gabinete também pode atuar diante de problemas relacionados à escassez de água, poluição atmosférica e estresse provocado pelo calor.
Estrutura será temporária
O GAI não terá servidores próprios nem orçamento específico. A estrutura será formada a partir das equipes e recursos já existentes nos órgãos envolvidos.
O gabinete vai permenecer ativo durante o período considerado crítico e pode continuar funcionando por até 30 dias depois do fim da fase de emergência. Nesse período adicional, deverão ser consolidados os dados das ocorrências, avaliados os danos e concluídos os relatórios.