EUA elegem primeiro homem assumidamente gay para o Senado em votação de meio de mandato
Democrata Chris Pappas derrotou o republicano John Sununu em New Hampshire e manteve a cadeira do estado com seu partido
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Os Estados Unidos elegeram nesta terça-feira (3) o primeiro homem assumidamente gay para o Senado. O democrata Chris Pappas, de 46 anos, derrotou o republicano John E. Sununu na disputa por uma das cadeiras de New Hampshire, durante as eleições de meio de mandato, conhecidas como midterms. A vitória foi confirmada pela agência Associated Press (AP).
Pappas ocupará a vaga da senadora democrata Jeanne Shaheen, que decidiu não disputar a reeleição. Com o resultado, o Partido Democrata mantém a cadeira que já ocupava no estado.
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A eleição representa um marco na representação LGBTQIA+ no Congresso americano, mas Pappas não será o primeiro parlamentar assumidamente homossexual no Senado. Esse posto pertence à democrata Tammy Baldwin, de Wisconsin, eleita em 2012. Pappas será o primeiro homem gay eleito para a Casa.
Quem é Chris Pappas?
Nascido em Manchester, maior cidade de New Hampshire, Pappas é deputado federal desde 2019. Antes de chegar ao Congresso, ocupou cargos na política estadual, incluindo o Conselho Executivo de New Hampshire.
Descendente de imigrantes gregos e formado pela Universidade Harvard, também trabalhou no restaurante de sua família, o Puritan Backroom, em Manchester.
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Pappas foi o primeiro político assumidamente gay eleito para representar New Hampshire no Congresso americano. Ele vive com o marido, Vann Bentley.
Na Câmara dos Representantes, atuou em comissões ligadas a transportes, infraestrutura e assuntos de veteranos das Forças Armadas. Também participou de iniciativas legislativas relacionadas à proteção de direitos LGBTQIA+.
Disputa contra ex-senador republicano
O adversário derrotado, John E. Sununu, de 62 anos, já havia representado New Hampshire no Senado entre 2003 e 2009. Ele perdeu a tentativa de reeleição em 2008 justamente para Jeanne Shaheen, cuja vaga voltou a disputar neste ano.
Sununu também foi deputado federal e pertence a uma família com longa trajetória política no estado. Seu pai, John H. Sununu, e seu irmão, Chris Sununu, foram governadores de New Hampshire.
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Durante a campanha, Pappas procurou associar o adversário ao presidente Donald Trump e defendeu medidas para reduzir o custo de vida. Sununu, por sua vez, criticou a atuação do democrata no Congresso e apresentou sua experiência política como argumento para retornar ao Senado.
A disputa recebeu investimentos elevados dos partidos e de grupos políticos externos, por envolver uma cadeira considerada importante para a composição do Senado.
Vitória ocorre nas eleições de meio de mandato
Os americanos foram às urnas nesta terça-feira para renovar a totalidade das 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e aproximadamente um terço das 100 vagas do Senado.
As eleições de meio de mandato ocorrem dois anos depois da escolha do presidente e não incluem uma nova disputa pela Casa Branca. O mandato presidencial de Donald Trump, iniciado em janeiro de 2025, continua até janeiro de 2029.

O resultado das midterms determina a composição do Congresso para os dois anos seguintes e pode alterar a capacidade do governo de aprovar projetos de lei, medidas orçamentárias e nomeações que dependem do Senado.
Antes da votação, os republicanos detinham a maioria nas duas Casas do Congresso. Os democratas buscavam recuperar o controle legislativo.
A vitória de Pappas preserva uma cadeira democrata, mas, isoladamente, não representa uma mudança na distribuição de vagas entre os partidos.
Mulheres LGBTQIA+ já haviam sido eleitas ao Senado
Embora seja o primeiro homem assumidamente gay eleito senador, Pappas não inaugura a presença de parlamentares LGBTQIA+ na Casa.
Em 2012, Tammy Baldwin tornou-se a primeira pessoa assumidamente homossexual eleita para o Senado americano. A democrata de Wisconsin conquistou novos mandatos em 2018 e 2024.
O Senado também teve a participação de Kyrsten Sinema, do Arizona, primeira senadora assumidamente bissexual, e de Laphonza Butler, da Califórnia, primeira mulher negra assumidamente lésbica a ocupar uma cadeira na Casa. Butler foi nomeada para o cargo em 2023.
Com a eleição de Pappas, a representação LGBTQIA+ no Senado passa a incluir, pela primeira vez, um homem abertamente gay escolhido pelo voto popular.