Ex-deputada defende expulsão de Trump do Partido Republicano
Marjorie Taylor Greene, que já foi uma das principais defensoras do presidente, acusa Trump de abandonar compromissos com conservadores
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A ex-deputada americana Marjorie Taylor Greene, que durante anos esteve entre as principais aliadas de Donald Trump, defendeu nesta quarta-feira (4) que o presidente seja expulso do Partido Republicano. A declaração foi feita após as derrotas da legenda nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, realizadas na terça-feira (3).
“Se o Partido Republicano quiser ter alguma chance no futuro, terá que expulsar Donald Trump do partido”, escreveu Greene na rede social X.
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A ex-parlamentar acusou Trump de ter destruído a legenda e afirmou que o Partido Republicano deixou de representar os valores de seus eleitores conservadores. Ela classificou a atual direção política da sigla como favorável a guerras, corrupta e voltada aos interesses de grandes empresas.
Greene também criticou os integrantes do partido que continuam apoiando o presidente. Segundo ela, muitos parlamentares republicanos devem suas eleições ao apoio de Trump e, por isso, dificilmente romperão com ele.
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A ex-deputada afirmou ainda que integrantes do governo permanecerão leais ao presidente na expectativa de receber indultos. A declaração representa uma acusação de Greene, sem apresentação de provas sobre as motivações dos integrantes da administração.
Para a ex-parlamentar, a manutenção do apoio a Trump poderá comprometer o desempenho eleitoral dos republicanos nos próximos anos.
“Eles provavelmente vão culpar todo mundo e tudo e continuar a idolatrar Trump”, escreveu. Greene acrescentou que, caso o partido mantenha essa postura, poderá passar décadas sem vencer eleições nacionais.
De defensora de Trump a adversária
Eleita deputada federal pela Geórgia em 2020, Marjorie Taylor Greene ganhou projeção nacional como uma das defensoras mais combativas de Trump no Congresso americano. A parlamentar se identificava com o movimento Make America Great Again (MAGA), principal base política do presidente.
A relação começou a se deteriorar em 2025, quando Greene passou a cobrar a divulgação de documentos relacionados ao caso Jeffrey Epstein, empresário acusado de comandar uma rede de exploração sexual de menores.
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Ela também criticou a condução da política externa de Trump, especialmente o envolvimento dos Estados Unidos em conflitos militares. Segundo Greene, o presidente abandonou a promessa de priorizar os interesses internos americanos e evitar novas guerras.
Em novembro de 2025, Trump retirou publicamente seu apoio à então deputada. O presidente a chamou de “traidora” e afirmou que ela havia se aproximado da esquerda.
Greene anunciou posteriormente sua saída do Congresso, efetivada em janeiro de 2026. Em junho, declarou que deixaria de apoiar o Partido Republicano, embora tenha ressaltado que isso não significava uma aproximação com os democratas.
Críticas se intensificaram antes das eleições
Na segunda-feira (2), véspera das eleições de meio de mandato, Greene já havia responsabilizado Trump pelas dificuldades enfrentadas pelos candidatos republicanos.
Em entrevista à CNN americana, ela criticou o discurso do presidente, que havia destacado obras em Washington, enquanto eleitores enfrentavam dificuldades com os preços dos combustíveis, dos alimentos e dos serviços de saúde.
A ex-deputada também voltou a questionar a guerra contra o Irã e o tratamento dado pelo governo aos documentos do caso Epstein.
Após a votação de terça-feira, Greene afirmou que o resultado deveria ser interpretado como uma resposta dos eleitores à administração Trump.
As eleições de meio de mandato renovam as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e aproximadamente um terço do Senado americano. O pleito ocorreu na metade do segundo mandato presidencial de Trump.
Até a publicação das declarações, não havia confirmação de uma resposta pública do presidente ou de uma iniciativa formal da direção republicana para discutir sua expulsão.