Suspeito de atropelar mulher com caminhão em Aparecida diz que morte foi ‘uma fatalidade’
Welber Felippe prestou depoimento e foi liberado. Defesa afirma que ele não teve intenção de machucar a vítima e nega histórico de agressões físicas no relacionamento
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A defesa de Welber Felippe, investigado pela morte de Larissa Pereira Macêdo, de 32 anos, afirma que o motorista considera o atropelamento da companheira “uma fatalidade” e nega ter tido a intenção de machucá-la. Segundo a advogada Danyella Chiarini, ele também declarou em depoimento que o relacionamento, que durou mais de três anos, nunca foi marcado por agressões físicas. Welber se apresentou espontaneamente ao Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) de Aparecida de Goiânia, prestou depoimento e foi liberado. Ele não tinha mandado de prisão em aberto e o prazo para prisão em flagrante já havia terminado.
A advogada disse que o cliente está à disposição das autoridades e pretende colaborar com a investigação. Ela também manifestou solidariedade aos familiares e amigos de Larissa.“Em seu depoimento, ele (Welber) afirmou que o ocorrido foi uma fatalidade e que, em momento algum, ele teve a intenção de causar qualquer mal à vítima”, declarou Danyella.
A defesa também negou que houvesse histórico de violência física entre o casal.
“Ele esclareceu para o delegado que o relacionamento, que perdurou por mais de três anos, nunca foi marcado por episódios de agressão física, nunca houve qualquer registro de ocorrência por agressões físicas”, afirmou a advogada.
Danyella disse ainda que a morte tem provocado sofrimento ao investigado e a família dele. A defesa espera que o caso seja apurado com cautela e que as circunstâncias sejam esclarecidas.
Atropelamento de Larissa
Larissa morreu na noite de domingo (1º), na Rua H-143, no setor Cidade Vera Cruz, em Aparecida de Goiânia. Ela foi atingida e arrastada por um caminhão conduzido por Welber, após uma discussão entre os dois, segundo relatos de testemunhas para a Polícia Militar.

Naquela noite, o casal havia recebido pessoas em casa para uma confraternização. Parte do grupo saiu para comprar bebidas e, ao retornar a pé, encontrou a filha de Larissa, de 9 anos, na rua, pedindo ajuda. Segundo os relatos, a criança contou que o companheiro da mãe havia dado socos nela.
Vizinhos disseram que, antes do atropelamento, Larissa e Welber discutiram. O homem entrou no caminhão e a mulher teria subido nos degraus de acesso à cabine, pedindo que ele descesse. Conforme essa versão, o motorista colocou o veículo em movimento, Larissa caiu e foi atingida pelo caminhão.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi chamado, mas a equipe constatou a morte da mulher no local. O caminhão foi deixado em frente à casa onde o três viviam.
Possível feminicídio
O caso está sob investigação do Grupo de Investigação de Homicídios de Aparecida de Goiânia. A Polícia Civil solicitou perícias para esclarecer a dinâmica do atropelamento e apurar se a morte foi intencional. A hipótese de feminicídio também é investigada.
Goiás registra o 58º feminicídio do ano; autor já tinha sido preso por violência doméstica há 1 mês
“A defesa seguirá contribuindo com as investigações e confia que a verdade dos fatos será devidamente esclarecida”, afirmou a advogada do suspeito, Danyella Chiarini.
Caso seja confirmado, esse será o 62º feminicídio registrado em Goiás em 2026.

Horas antes da morte de larissa, Cícera Abadia de Souza Botelho, que tinha 38 anos, foi baleada na cabeça dentro da casa onde morava com o marido em Niquelândia, na região Norte de Goiás. Após ligar para o cunhado e alegar que o disparo teria sido acidental, o companheiro dela ainda seguiu com eles até o hospital, mas fugiu correndo a pé quando soube que a Polícia Militar havia sido acionada.