Seios de Dolly Parton inspiraram nome da primeira ovelha clonada em 1997
Dolly Parton, rainha do country que morreu nesta terça-feira (25), aos 80 anos, contou não ter ficado chateada com a 'homenagem
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Em 1997, o mundo conheceu a ovelha Dolly, o primeiro mamífero clonado a partir de uma célula somática adulta. Seu nome foi uma referência à cantora country Dolly Parton, que morreu aos 80 anos nesta terça-feira (25).
O experimento científico do Instituto Roslines mudou o mundo das pesquisas com células-tronco. O nome foi uma alusão aos seios volumosos da cantora country. “Dolly veio de uma célula de glândula mamária e não consegui pensar em um par de glândulas mais impressionantes do que os de Dolly Parton’s”, justificou na época o cientista Ian Wilmut, um dos responsáveis pela pesquisa.
A piada hoje seria vista como machista, mas Dolly Parton não ficou chateada com a “homenagem”. Em 2024, ela contou ao Guardian que ficou “lisonjeada”.
- Dolly Parton, ícone da música country, morre aos 80 anos
“Sabe, quando os cientistas clonaram a ovelha Dolly, eles usaram as glândulas mamárias. É assim que eles chamam… glândulas… os peitos”, disse a cantora. Apontando para seus próprios seios, ela concluiu: “Todo mundo sempre deu muita atenção a estes aqui, então foi por isso que tivemos a ovelha Dolly.”
Dolly teve seis filhotes durante a vida, mas sofreu sintomas de envelhecimento precoce e, com uma doença pulmonar sem cura, acabou sacrificada em 2003. A morte entristeceu a sua xará country.
“Fiquei triste quando ela morreu”, disse Parton ao The Guardian, “embora eu mesma não queira ser clonada.”
Quem foi Parton
Rainha da música country nos Estados Unidos, Dolly Parton se tornou uma das figuras mais influentes da música americana, com sucessos como “Jolene”, “9 to 5” e “I Will Always Love You”. Ao longo de mais de seis décadas de carreira, também atuou no cinema e na televisão e desenvolveu projetos filantrópicos, como a Imagination Library.
Dolly vinha sofrendo com problemas de saúde nos últimos anos. No ano passado, sua irmã pediu que os fãs orassem pela cantora, que chegou a cancelar shows que faria em Las Vegas.
“Passei a noite inteira orando por ela”, escreveu Freida Parton em uma publicação no Facebook. “Muitos de vocês sabem que ela não tem se sentido muito bem ultimamente. Eu realmente acredito no poder da oração e sinto que devo pedir a todos que a amam que se unam a mim nessa corrente.”
Ainda em 2025, Dolly faltou a uma homenagem da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, que concedeu a ela um prêmio humanitário. Mas a artista voltou a ter compromissos públicos em 2026, colaborando com o processo criativo de “Dolly: An original musical”, musical da Broadway que fará sua estreia em breve nos palcos americanos.