Caiado ataca Lula após EUA classificarem PCC e CV como terroristas; veja vídeo
Pré-candidato à presidência afirmou que decisão dos EUA expõe diferença entre governos e arrematou dizendo: "chega de PT"
O ex-governador de Goiás e pré-candidato à presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após o governo dos Estados Unidos anunciar a classificação das facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTO, na sigla em inglês).
Em vídeo divulgado nas redes sociais, Caiado comparou a decisão do presidente norte-americano Donald Trump com a postura adotada pelo governo brasileiro no enfrentamento ao crime organizado. “Vejam bem a diferença, minha gente. É um absurdo o que está acontecendo em nosso país”, afirmou o peessedista nos primeiros minutos da gravação.
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Na sequência, o ex-governador lamenta não estar na cadeira de presidente da República para adotar, primeiro, essa postura. “A minha única frustração é que não cheguei à presidência da República para que eu mesmo tomasse essa iniciativa e pudesse mostrar para o mundo que no comando de Caiado não tem espaço para corrupto e muito menos para faccionado em território brasileiro”, declarou.
Caiado também acusou Lula de “desmoralizar” o Brasil diante da comunidade internacional. “Minha gente, chega de PT, chega de narcotráfico e chega da corrupção”, encerrou.
Assista o vídeo publicado pelo ex-governador de Goiás:
“Ultrapassam as fronteiras”
A decisão do governo norte-americano foi anunciada pelo Departamento de Estado dos EUA e passa a valer a partir de 5 de junho. As medidas têm como base a Lei de Imigração e Nacionalidade dos Estados Unidos e uma ordem executiva assinada por Trump.
Em comunicado oficial, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que PCC e CV estão entre as organizações criminosas mais violentas do Brasil. Segundo ele, os grupos comandam milhares de integrantes e são responsáveis por ataques contra policiais, autoridades públicas e civis. Rubio também destacou que a atuação das facções ultrapassa as fronteiras brasileiras e alcança outros países da região, além dos próprios Estados Unidos.
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Conforme mostrado em diferentes reportagens publicadas pela imprensa nacional, o governo brasileiro vinha tentando evitar a classificação das facções como organizações terroristas. A avaliação de integrantes do Executivo era de que a medida poderia abrir caminho para sanções econômicas ou até mesmo abrir margem para futuras ações militares dos americanos em território brasileiro.
Especialistas em segurança e relações internacionais também demonstraram preocupação com os impactos da decisão sobre a soberania nacional e sobre os mecanismos de cooperação entre os países. Isso porque a nova classificação pode alterar, segundo eles, o nível de sigilo das informações compartilhadas entre órgãos de investigação, concentrando dados em estruturas ligadas à CIA e a setores militares norte-americanos.
Com a decisão, PCC e CV passam a integrar uma lista que reúne ao menos outros 94 grupos considerados terroristas pelos Estados Unidos, entre eles Hezbollah, Boko Haram, Hamas, Al Qaeda e Estado Islâmico. A listagem foi criada por Washington em 1997 e é monitorada pelo Escritório de Contraterrorismo do governo norte-americano.
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