Caiado diz que é ‘inadmissível’ que os EUA coloquem em dúvida a lisura das eleições brasileiras
Posicionamento se alinha às reações de Lula e Renan Santos contra ingerência externa no pleito
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Pré-candidato ao Planalto, o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) afirmou ser “inadmissível” que qualquer país, inclusive os Estados Unidos, coloque em dúvida a lisura das eleições brasileiras. A declaração ocorreu via X, no sábado (25).
A publicação ocorreu após o Ministério das Relações Exteriores negar o visto a dois funcionários dos EUA, na sexta-feira (24). Conforme reportagem do The Washington Post, a delegação estadunidense pretendia questionar o sistema eletrônico de votação.
Em sua fala, o goiano afirmou que confia no sistema eleitoral brasileiro. Apesar de defender a presença de observadores estrangeiros, o ex-governador reforçou a inadmissibilidade de outras nações colocarem em dúvida o pleito do Brasil.
“Primeiramente, eu confio nas urnas eleitorais do Brasil. Também sempre concordei que cada eleição tivesse a presença de observadores de diferentes países, tantos quantos quisessem acompanhar o processo eleitoral brasileiro. Mas considero inadmissível qualquer país, incluindo os EUA, querer colocar em dúvida a lisura e os resultados das nossas eleições”, escreveu.
Primeiramente, eu confio nas urnas eleitorais do Brasil. Também sempre concordei que cada eleição tivesse a presença de observadores de diferentes países, tantos quantos quisessem acompanhar o processo eleitoral brasileiro. Mas considero inadmissível qualquer país, incluindo os…
— Ronaldo Caiado (@ronaldocaiado) July 25, 2026
Para integrantes do Planalto, os representantes dos Estados Unidos viriam ao país para reforçar a fala de Flávio Bolsonaro (PL), na última semana, que questionou a segurança das urnas. No sábado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfatizou que atores externos não devem interferir no pleito. O petista disse, ainda, que 157 milhões de eleitores irão definir o destino do país.
Da mesma forma, o presidenciável do Missão, Renan Santos, afirmou que o governo do presidente Donald Trump quer criar dúvidas no processo eleitoral brasileiro para endossar o discurso de Flávio. Segundo ele, o Brasil não pode aceitar esse tipo de interferência.